A retomada da Samello, por ora, continua um sonho distante. Apesar da previsão da própria empresa de voltar a produzir até o mês que vem, conforme declarado no plano, ainda há dois fatores essenciais para que isso ocorra: a aprovação da recuperação pelos credores e a venda de patrimônio, fundamental para levantar capital de giro. Desde 16 de outubro do ano passado, a fábrica não produz nada.
O problema é que o processo segue tramitando no Fórum local, sem previsão para ser concluído, e nenhum imóvel sequer foi vendido até o momento. Apesar do aparente paradeiro, a advogada da empresa, Simone Barros, diz que tudo está acontecendo dentro do esperado. “A Samello tem prazos para vender seus bens estipulados na recuperação judicial. As prioridades mais urgentes são o pagamento dos empregados e justamente a retomada.
Mas tudo isso acontecerá em seu tempo”. Em março, o advogado Reginaldo Estephanelli garantiu que os trabalhadores receberiam seus saldos em até um ano após a retomada da produção.
Na fábrica, que chegou a gerar milhares de empregos, a movimentação é pequena. Somente os empregados do administrativo, de limpeza e jardinagem seguem com suas atividades normalmente.
PÉS NO CHÃO
O plano de recuperação tem ambições modestas. Tanto que a previsão é de, em 2019, faturar R$ 34,7 milhões por ano, menos de um terço do resultado obtido em 2004, que foi de R$ 109,4 milhões. Quanto às dívidas, elas persistirão daqui a 12 anos.
Dos atuais R$ 90 milhões, a expectativa é que o montante diminua para R$ 34 milhões no ano que vem; R$ 30 milhões em 2011 e R$ 20 milhões em 2019.
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