24 cidades foram atingidas


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A ação criminosa que rompeu os cabos da CTBC na manhã de ontem atingiu pelo menos 24 cidades da região. Destas, 16 ficam próximas a Franca onde mais de 540 mil pessoas ficaram incomunicáveis até por volta de meio-dia. Os moradores dessas regiões não conseguiram fazer ligação interurbana nem acessar a Internet. Falar ao telefone só em ligação local. Em algumas cidades, como Batatais e Orlândia, nem isso. Quem procurou um banco ou uma lotérica para pagar contas ou sacar dinheiro teve que voltar para casa. Os prédios públicos, em especial as Prefeituras, trabalharam precariamente. As cidades de Batatais, Altinópolis e Brodowski também não escaparam dos prejuízos decorrentes do corte de cabos telefônicos. Em Batatais os transtornos com a falta de comunicação foram além da interrupção dos serviços bancários ou das casas lotéricas. A vendedora Tereza Castro disse que a filha teve dificuldades para chamar um táxi e não conseguiu desmarcar uma consulta médica. “Sem telefone fixo, minha filha chegou a subir dois quarteirões para ver se o celular pegava, mas não adiantou”, afirmou. A cidade de Altinópolis ficou parcialmente sem comunicação. Apenas os celulares da operadora Claro funcionaram em alguns pontos. O Hospital Municipal foi um dos locais onde houve “apagão” de telefones e internet. Segundo a secretária da mesa administrativa do hospital, Cátia Garcia de Figueiredo, os transtornos não foram grandes, mas aconteceram. “Ficamos sem comunicação. Não fazíamos, nem recebíamos chamadas. Tivemos que usar celular Claro”. Em Brodowski o problema atingiu a cidade toda e chegou até a base da Polícia Rodoviária, onde não foi possível realizar nenhum tipo de comunicação pela central telefônica por aproximadamente 40 minutos. Os mesmos problemas foram constatados em Ribeirão Corrente. “Quase fechamos as portas por que precisamos de Internet para trabalhar”, disse a secretária do gabinete, Luciene Pereira. Na única agência bancária da cidade, o atendimento ao público só começou 13h30. “O pessoal reclamou muito, mas ficamos fora do ar”, disse a auxiliar administrativo, Érica Garcia. Em Ibiraci (MG), só no período da manhã mais de 40 pessoas ficaram sem atendimento na casa lotérica da cidade. O mesmo aconteceu na Prefeitura. MESMO SEM CTBC... A falta de comunicação foi sentida até mesmo nas cidades atendidas pela Telefônica. Quem precisou fazer uma ligação interurbana para os municípios cobertos pela CTBC não conseguiu. A falta de comunicação foi ainda mais dramática em Patrocínio Paulista e Itirapuã onde os moradores usam provedor de uma empresa francana e, simplesmente, não conseguiram acessar a Internet. A falta de comunicação gerou um problema para o secretário de Cultura de Cristais Paulista, Márcio Dib. Durante toda a manhã de ontem ele tentou várias vezes falar na Unifran (Universidade de Franca) mas não teve êxito. “Liguei em todos os números que eu sabia e achei estranho que estava dando tudo ocupado. Não sabia o que estava acontecendo”. A telefonista da Prefeitura de Patrocínio Paulista, Rosana Damasceno, também tentou inutilmente falar em Franca. “Só conseguia ligar dentro da cidade ou para outras cidades onde a cobertura não é CTBC”. O trabalho na Prefeitura também foi limitado pela falta de internet. A diretora geral da Câmara de Restinga, Dirce de Oliveira dos Santos, perdeu a conta de quantas vezes tentou falar em Franca na manhã de ontem. “O pior é que não tinha nem como mandar e-mail por que estávamos sem internet”, disse Dirce que também pensou em pegar o carro para resolver o problema pessoalmente em Franca.

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