A violência em Franca atingiu níveis antes impensados aqui na nossa esquina, aqui ao nosso lado. É preciso que nossas autoridades se sensibilizem com a neurose coletiva que aflige a todos, vivendo em ritmo de roleta russa, e acatem a iniciativa de grupos ou cidadãos que tentam, desesperadamente, sugerir algumas medidas contra toda essa violência, que atinge especialmente a classe menos privilegiada.
O cidadão francano quer circular, trabalhar e viver sem ser agredido, seqüestrado, assaltado e morto. Supermercados, residências, ranchos, sítios, postos de gasolina, fábricas, lotéricas, lojas, bares, restaurantes e até igrejas são constantemente invadidas por marginais. O noticiário está recheado de ocorrências assim. Falta de segurança é sinônimo de falta de efetiva liberdade. Em Franca, os sinais são sérios e gravíssimos. Ninguém se sente seguro de coisa alguma. O cidadão está intranqüilo e certamente se indaga: como fazer para garantir que nossas autoridades deixem de olhar para seus próprios umbigos e passem realmente a honrar e a dignificar os mandatos que receberam?
Completamente amedrontada encontra-se a mãe que não tem recursos para adquirir um carro blindado ou para contratar um guarda-costas, e que se atormenta cada vez que o filho se atrasa na volta da balada ou que o telefone toca de madrugada.
A cada dia a polícia de Franca registra a prática de crimes antes noticiados apenas nas grandes capitais do país. Por exemplo: você sabia que pode ser assaltado ao parar com seu carro num farol? E que isso pode ocorrer até durante o dia? Que pode ser vítima de uma bala perdida? Sabia que seu carro pode ser levado em um minuto, se você parar perto de uma igreja no centro da cidade? E o pior: pode ser morto se tentar reagir a um assalto?
Mata-se, sem qualquer hesitação ou piedade, porque a lei protege os criminosos. Isso sem falar no tráfego de drogas e na maldita corrupção. A origem social da violência é sempre a desculpa usada e estamos acostumados a ouvir isso todos os dias. Está provado que se trata de uma mentira, evidenciada pela matemática. Imagine se pobreza predispusesse à violência.
Estaríamos fritos. Corto a mão se, em números relativos, não for até maior o número de bandidos em Franca que têm origem na classe média. É bem possível que seja mais fácil uma família abastada fazer um monstro moral, dado a laxismo da educação moderna, do que um pobre.
O fato, de qualquer modo, é o de que não dá mais para agüentar. Precisamos reagir! Precisamos nos mobilizar! Não podemos mais assistir, passivamente, esse estado de coisa. Afinal, como desenvolver uma cidade e estimular os empreendimentos se não existe segurança, e, por conseguinte, liberdade?
UNIFICAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Está para entrar em vigor a unificação da Língua Portuguesa. O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação do `k`, do `w` e do `y`. Os países-irmãos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, terão, enfim, uma única forma de escrever. Tão logo as regras sejam incorporadas ao idioma, inicia-se o período de transição, no qual ministérios da educação, associações e academias de letras, editores e produtores de materiais didáticos recebam as novas regras ortográficas e possam, gradativamente, reimprimir livros, dicionários, etc.
MUDANÇA MENOR NO BRASIL
Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Os brasileiros terão que se acostumar com algumas mudanças que, a priori, parecem estranhas. As paroxítonas terminadas em `o` duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo’ ou “vôo”, os brasileiros terão que escrever “abençoo”, “enjoo’ e “voo’. Também não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos: “crer”, “dar’, “ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia: “creem”, “deem”, “leem” e “veem”. O trema desaparece completamente. Estará correto escrever “linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio” ao invés de: lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.
ESCURIDÃO TOTAL
A Prefeitura e a CPFL haviam prometido melhorar a iluminação nas ruas de Franca, mas parece que o projeto ficou no papel.
Caminhar à noite em alguns bairros da cidade é preciso ter coragem. Nesta escuridão, mais facilidade para os amigos do alheio.
BAGUNÇA NOS PREÇOS
Coisa mais difícil de se encontrar nos supermercados de Franca é uma mercadoria com o preço afixado abaixo do produto. Nos tempos da inflação isso não acontecia, porque todos os dias funcionários vasculhavam as prateleiras para remarcação. Procon neles que isso acaba.
GALO SOLITÁRIO
Dona Adelaide, moradora no Jardim do Éden, acordou pela manhã e não encontrou as galinhas que criava em seu quintal. Ficou só o galo. E com um cartaz afixado no pescoço com os seguintes dizeres: “Desde a meia-noite estou só”.
TIA DE LULA PERDE A PERNA
Corina Guilhermina da Silva, 77 anos, irmã do pai do Presidente Lula, Aristides Inácio da Silva, havia peregrinado por unidades de saúde pública em Garanhuns e Caruaru até chegar a Bezerros, onde foi operada. Diabética, ela estava com gangrena na perna direita, que foi amputada acima do joelho. Corina disse que faz quatro anos que não vê o sobrinho Lula e que se tivesse a ajuda dele, certamente não teria perdido a perna.
PROVÉRBIO:
“Não se deve emprestar nem livro nem mulheres. Nunca devolvem os livros; as mulheres, sempre”.
Luiz Tadeu Faleiros
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