População critica falta de projetos relevantes; sessão tem 6 projetos


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“Pegou mal” para a imagem da Câmara o levantamento feito pelo Comércio da Franca na última semana, que atestou a inércia de alguns parlamentares quando o assunto é apresentação de projetos de lei. Por e-mail ou pelo site do jornal, a população se manifestou contrária à postura de seus eleitos. E, só para variar, a pauta de quarta-feira, mais uma vez, é pobre: dos seis projetos na pauta, o mais relevante é a alteração de uma lei já existente. No estudo, ficou contatado que 60% dos projetos propostos nos primeiros quatro meses do ano (92, ao todo, ao longo de 12 sessões) se referem à nomeação de ruas e afins ou são de autoria do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Um dos mais indignados era o webleitor Edílson César Ribeiro. Para ele, o tempo perdido com apresentação de projetos para nomear ruas poderia ser utilizado em prol de idéias que favorecessem diretamente à população francana. “Isso é uma vergonha! Há muitas coisas para serem discutidas, principalmente em educação, moradia e segurança”. Outro que reprovou, de forma bastante incisiva, o desempenho dos vereadores foi Marco Moreira. “É para isso que essa cambada (...) é paga? Criem vergonha na cara”, escreveu. Os vereadores com pior desempenho são Válter Gomes (PSB), que não apresentou projeto algum em 2007; Marcelo Valim (PSDB) e Donizete da Farmácia (PMN), com somente um cada. Nenhum deles foi encontrado, na terça-feira, em seus telefones celulares, para falar sobre o assunto. NO PLENÁRIO Na sessão de quarta-feira, os vereadores deverão discutir seis projetos de lei. O mais importante é do pedetista Luiz Carlos Fernandes, que prevê a cassação de alvarás das farmácias que venderem medicamentos abortivos. No mais, um projeto do presidente da Casa, Joaquim Ribeiro (PSB), que prevê abertura de novas vagas para perueiros realizarem transporte escolar, deve gerar polêmica. Os profissionais já cadastrados são contrários à idéia, pois alegam que o mercado não comporta mais gente. Ele prometem comparecer no plenário e protestar.

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