Polícia prende casal acusado de matar pintor


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Preso em casa do Jardim Brasilândia, ‘Panóca’ é levado por policial civil para a sede da DIG. A mulher dele, Bruna Cristina, também foi para a cadeia, acusada de co-autoria no assassinato
Preso em casa do Jardim Brasilândia, ‘Panóca’ é levado por policial civil para a sede da DIG. A mulher dele, Bruna Cristina, também foi para a cadeia, acusada de co-autoria no assassinato
Um dos bandidos mais procurados pela polícia de Franca foi preso durante o fim de semana. André Luiz Moreira Barcelos, 21, o “Panóca”, é acusado de ter matado o pintor Francisco César Alves da Silva, 29. A namorada do criminoso, Bruna Cristina de Oliveira da Silva, 22, também foi presa por co-autoria. Suspeito de integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e de ter mandado matar o próprio sogro, Panóca confessou o crime e disse que a vítima havia assediado a mulher dele. O pintor foi encontrado morto na noite de 28 de março dentro da quitinete em que morava na Rua São Paulo, Vila Aparecida. Estava caído na cozinha em meio a uma poça de sangue. Havia sido esfaqueado na barriga e na cabeça. Após fazer levantamentos no local, os policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) descobriram que ‘Panóca’ e a mulher seriam os autores do assassinato. O casal morava nos fundos da quitinete do pintor. “No quarto do “Panóca”, apreendemos uma camisa, uma bota feminina e um cinto sujos de sangue. Os objetos foram encaminhados para serem submetidos a teste de DNA. Também apuramos que o casal vendeu o carro após o crime e saiu às pressas da cidade”, contou o delegado Márcio Garcia Murari, da equipe de homicídios da DIG. Com base nas provas juntadas ao inquérito policial, a Justiça decretou a prisão temporária de “Panóca” e da mulher dele por 30 dias. Na quarta-feira, percebendo que o cerco sobre o casal estava se fechando, um advogado esteve na delegacia e prometeu apresentá-lo. A polícia chegou antes. Às 19h30 de sábado, a equipe de investigação descobriu que os acusados estavam escondidos em uma casa da Rua Macapá, Jardim Brasilândia. “Cercamos o local e fizemos a invasão. O ‘Panóca’ e a mulher dele estavam sentados no sofá e não tiveram qualquer chance de escapar”, contou o investigador Lucas, que cumpriu o mandado de prisão ao lado do também investigador Nélson e do delegado Márcio Murari. O casal foi encaminhado à delegacia e indiciado pelo homicídio. Durante interrogatório, ‘Panóca’ disse que havia brigado com o pintor e o esfaqueado durante a luta. Um suposto assédio da vítima à mulher dele teria sido o motivo do crime. “O depoimento do casal apresentou divergências e ainda não podemos afirmar com precisão a forma e as razões. Acredito que o ‘Panóca’ foi o autor das facadas, mas ambos arrastaram o corpo e colocaram no interior da quitinete, para fugirem em seguida”, finalizou Márcio Murari. A polícia realizará a reconstituição para tentar esclarecer as dúvidas existentes sobre o crime.

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