Homem é morto e enterrado perto da ‘zona’


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Policiais civis escavam o buraco em que foi enterrado amarrado (com os pés amarrados) em quintal de casa do Jardim Guanabara: criminosos jogaram cal sobre o corpo e cimentaram o terreno
Policiais civis escavam o buraco em que foi enterrado amarrado (com os pés amarrados) em quintal de casa do Jardim Guanabara: criminosos jogaram cal sobre o corpo e cimentaram o terreno
A descoberta de um crime macabro chocou a cidade na tarde de ontem. Após receber denúncia anônima, policiais fizeram escavações no quintal de uma casa, no Jardim Guanabara, e encontraram o corpo de um homem. O cadáver estava com uma camisa amarrada na cabeça e tinha os pés presos por barbantes. Familiares reconheceram a vítima como sendo o agricultor João Vitalino Moreira Neto, 28. “Beto”, como era conhecido, trabalhava cuidando de uma horta na Vila Exposição. Ele estava desaparecido desde o dia 25 de dezembro do ano passado. No dia de Natal, esteve na casa da noiva, Lidiane Guglielmo da Silva, 22, com quem tem uma filha de um ano e três meses. Após a visita, teria ido para casa de mototáxi. O que aconteceu em seguida ainda é um mistério. Na quarta-feira passada, a equipe de homicídios da DIG recebeu a denúncia de que João Vitalino havia sido morto e enterrado na região da zona do meretrício, no Jardim Guanabara. Buscas foram feitas, em vão. Ontem à tarde, uma nova informação deu o endereço exato: casa número 830 da Rua Benedito Merlino. Os investigadores Nilson, Amato e Nildo foram vistoriar o local. Se depararam com um imóvel semi-abandonado e com sinais de que seria freqüentado por usuários de drogas. A dona da casa é uma conhecida traficante. Ela está presa. Os policiais foram até o quintal e fizeram escavações em pontos diferentes no terreno de cerca de 10 metros quadrados. “Em determinado momento, enfiei uma barra de ferro no cimento e ela foi até o fundo. Na hora, sentimos o mau-cheiro e percebemos que era de carne humana”, contou Nilson. Com a ajuda do sargento Silveira e do soldado De Lima, do Corpo de Bombeiros, os investigadores quebraram a camada fina de cimento e começaram a escavar o buraco. Logo nas primeiras enxadadas encontraram a ossada. O corpo estava de lado e numa profundidade próxima de 50 centímetros. “Os assassinos vestiram uma camisa preta na cabeça e a amarraram no pescoço da vítima. Os pés também estavam amarrados com cordões. Após enterrá-lo, jogaram cal e cimentaram o terreno”. Dois irmãos do agricultor estiveram na casa e reconheceram suas roupas. A equipe de homicídios da DIG tem informações de que o autor do assassinado seria um bandido atualmente preso por envolvimento em assaltos. “Acredito que outras pessoas tenham participado. Vamos investigar com calma todas as possibilidades”, finalizou Nilson. Segundo a polícia, uma suposta briga por causa de mulher poderia ter sido a causa do crime.

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