Familiares de João Vitalino Moreira Neto, o “Beto”, desde seu desaparecimento no dia 25 de dezembro de 2006, viveram meses de intensa angústia. Após registrarem a ocorrência, irmãos, pais e amigos passaram a procurar em todos os locais possíveis, mas nenhuma pista a respeito de “Beto” foi encontrada.
O irmão de Vitalino, Júlio Barbosa Moreira, tentou de todas as formas descobrir o paradeiro de Beto na época do desaparecimento. A única informação que a família tinha era que ele teria sido deixado por um mototaxista nas proximidades da Rua Benedito Merlino.
Quatro meses depois, a lamentável notícia transmitida pela rádio Difusora do encontro de um cadáver, que poderia ser do agricultor. Ao ouvir a informação, dois irmãos de “Beto” foram para a casa de número 830 da Rua Benedito Merlino. “A nossa vizinha falou que estava tendo uma matéria na Difusora do encontro de um corpo. Liguei o rádio e ouvi falando que poderia ser meu irmão. Viemos ver se realmente é ele”, disse Júlio Barbosa, que ficou do lado de fora da casa, esperando o corpo ser desenterrado.
Além de Júlio, esteve no local o outro irmão de “Beto”, José Vicente. Após os trabalhos da polícia científica eles foram autorizados a entrar para o reconhecimento. “As roupas parecem mesmo ser dele. O corpo está em decomposição, sem condições de reconhecer. Acho que agora somente o DNA para constatar se é ele mesmo”, disse Júlio.
Mesmo passado tanto tempo do desaparecimento de “Beto”, sua família ainda alimentava a esperança de encontrá-lo com vida. “Foi um terror. A gente nunca imaginou que ele poderia estar morto. Eu esperava de tudo, menos ver ele morto, ainda mais desta maneira. Agora, vendo esta cena... É um sentimento de pavor”.
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