Foi uma noite inesquecível. Mais de oito mil pessoas foram à loucura com a conquista do décimo título estadual de basquete do Unimed/Franca, conquistado domingo no Póli, após vitória sobre Assis, por 82 a 80, na prorrogação. Com isso, fechou a série em 3 a 2. Destaque para o público - 8054 pessoas -, o maior em pelo menos dez anos. Com o resultado, o clube quebrou um jejum de seis anos sem títulos. O último, também um Paulista, foi conquistado em 2000 sobre Bauru, fora de seus domínios. A torcida não via seu time ser campeão em casa desde 1997, quando derrotou Ribeirão Preto no Póli e fechou o playoff do Estadual.
Os francanos acumulam troféus dos anos 1973, 1975, 1976, 1977, 1988, 1990, 1992, 1997, 2000.
Mas nunca a torcida comemorou com tanto entusiasmo a conquista de um “caneco”. Ao final da partida, a quadra tornou-se um “mar de gente” com jogadores sendo carregados em triunfo total. A taça erguida por Helinho foi acompanhada por milhares de braços.
A festa prosseguiu nos vestiários. Helinho fez questão de cortar o bigode do mordomo Sérgio Aleixo, um ícone do clube. Já era meia-noite quando os jogadores saíram em carreata pelas ruas e avenidas da cidade. O cortejo passou no Galo Branco, Posto Mário Roberto, Centro e voltou ao Póli.
Primeiro colocado na temporada regular, o Unimed/Franca teve uma campanha expressiva. Foram 39 jogos, 33 vitórias e apenas 6 derrotas, duas delas para Assis na série final. O Paulistano derrotou a equipe local três vezes e São João, na fase de classificação, uma.
Ontem, o técnico Hélio Rubens Garcia, Helinho e o pivô Murilo participaram em São Paulo da festa de encerramento do campeonato. Eles foram apontados como os melhores em suas respectivas posições. Os jogadores foram eleitos para a seleção do torneio ao lado de Shamell, do Paulistano, Jefferson e Di, ambos de Assis. Hoje, feriado, o elenco volta aos treinos, pois amanhã, quarta-feira, já tem novo desafio. Com duas derrotas para o Libertad, em Sunchales, na semana passada, o clube precisa vencer para impedir a conquista antecipada do título da Liga Sul-Americana pelos argentinos. Há quem duvide, mas para a torcida agora tudo é possível. Que venham “Los Hermanos”.
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