Alfredo Palermo
Especial para o Comércio
Como o futebol está praticamente em férias, o brasileiro não tem outro remédio senão discutir o noticiário político. E para isso, estão sobrando notícias através da televisão e dos jornais, cada órgão mais rico em pormenores. Na verdade, ao ler e ao ouvir as críticas, todos se perguntam se as autoridades visadas tomam conhecimento das críticas ou se fazem de desentendidas. Muitas vezes os leitores ou os ouvintes se perguntam: `Será que Lula ou seus ministros fazem ouvidos de mercador, sem se importar com as queixas da opinião pública?` Bem, deixemos essa vertente de comentários. Aliás, podemos alternar os interesses.
No plano municipal, por exemplo, é bom registrar fatos úteis para a comunidade. Dias atrás, como noticiou o Comércio, autoridades de Franca e de Ribeirão Preto se reuniram para fortalecer o pedido ao governo federal de instalação de uma `Delegacia de Polícia` integrada à Polícia Federal, a fim de atender os problemas criminais da região, pois são precárias as condições de trabalho nessa área. A medida se impõe porque, até agora, o estudo e a defesa dos inquéritos federais têm que ser resolvidos em Ribeirão Preto. Uma outra boa notícia é aquela do acordo entre Prefeitura de Franca e a ACIF, pela qual caberá a esta entidade a responsabilidade da manutenção e cuidados da Praça Nossa Senhora da Conceição, mediante o recebimento de uma verba de R$ 8 mil. E todos sabemos como será importante esse trabalho, ligado às exigências da segurança e do uso desse logradouro.
No plano federal, os jornais têm dado relevo à luta contra a batalha dos bingos, não só pelo tipo de jogo que os caracteriza, mas, principalmente, pelas conexões criminosas envolvendo juízes, delegados, promotores e policiais, todos participando de uma máfia de compra de sentenças ligadas a esse tipo de infração penal. A cada dia a Polícia Federal amplia as suas investigações, assinalando a multiplicidade de infratores, numa orgia de ilicitudes e de desacatos. Na verdade, a Polícia Federal tem agido com vigor contra o tráfico de drogas e sua maléfica atuação, mas a ampliação dos horizontes da criminalidade traz reações cada vez mais efetivas na luta pela preservação da Lei e da defesa e segurança do povo.
De certa forma, o povo assiste à atuação da Polícia, confiando em que essa intensa disposição reforce a garantia da paz, não só nas grandes cidades, mas em todo o território nacional. E a verificação do trabalho do MST, que desafia o presidente, certamente deverá provar os seus fins políticos.
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