A família do comerciante Simei Almeida Veiga, 37, que mora na Rua Edinaldo Oliveira, Jardim Pulicano, levou um tremendo susto na madrugada de ontem. No meio da noite todos foram acordados com o estampido de um tiro seguido por gritos de Simei que vinham da cozinha da casa. A mulher dele, Nilcéia Rodrigues Ramos Veiga, 34, correu para o local e encontrou o marido ensangüentado, ferido com um tiro na boca. Simei foi socorrido à Santa Casa. A bala perfurou o lábio, cortou um pedaço da língua, derrubou alguns dentes e ficou alojada no maxilar do comerciante, mas ele passa bem. Até o fechamento desta edição, a polícia não sabia exatamente o que aconteceu.
Segundo a mulher da vítima, a família assistia televisão na sala quando todos foram dormir. Pouco tempo depois, por volta da 1h30, ele teria escutado barulhos na cozinha e foi verificar. Ao abrir a porta, se deparou com um bandido. No susto, um tiro foi disparado.
No imóvel não há sinais de arrombamento e o disparo foi efetuado por um revólver calibre 32. Segundo informaram aos policiais, ele não possui nenhuma arma em casa. “Acordei com o barulho do tiro e o meu marido gritando. Quando cheguei na cozinha, ele estava todo ensangüentado e tinha sangue por todos os lados”, disse Nilcéia. Ela acredita que alguém tenha entrado na casa usando as chaves da própria residência. “Na sexta-feira durante o dia, minha chave ficou no portão por algum tempo e depois sumiu. Com certeza quem pegou praticou o crime”.
O casal é proprietário de um mini-mercado no Jardim São Paulo, zona oeste de Franca. Vizinhos da vítima disseram ontem que Simei é um homem trabalhador e sempre se mostrou prestativo quando solicitado. Evangélico, aparentemente não teria inimigos ou dívidas que motivassem um possível acerto de contas. “Ele é uma pessoa tranqüila, sai de manhã e só retorna à noite. Amigo de todos na rua, não freqüenta bares e nunca criou inimizades no bairro”, declarou um vizinho que preferiu não ser identificado.
Outro também ressaltou as qualidades do comerciante e disse ter ouvido barulho na rua antes da ocorrência. “Ouvimos uma movimentação diferente, mas ficamos quietos dentro de casa. Depois de um tempo percebemos o agito da polícia, porém não sabíamos o que tinha ocorrido”.
Para Nilcéia, só um novo endereço vai devolver a tranquilidade à família. “Muitas pessoas pensam que a gente tem dinheiro, mas só temos contas para pagar. Estou com medo, me sinto desprotegida e agora quero mudar do bairro”.
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