Franca x assis: jogo do título


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Imagem de arquivo mostra o Póli lotado no dia 5 de abril quando o Unimed derrotou Ben Hur, da Argentina, pela Liga Sul-Americana: hoje ginásio deve receber recorde de público na temporada
Imagem de arquivo mostra o Póli lotado no dia 5 de abril quando o Unimed derrotou Ben Hur, da Argentina, pela Liga Sul-Americana: hoje ginásio deve receber recorde de público na temporada
O Unimed/Franca entra em quadra, na noite de hoje, às 20 horas, no Ginásio do Póli, com a obrigação de superar dois difíceis adversários e assim conquistar seu décimo Campeonato Paulista de Basquete de 2007. Além da boa equipe de Assis, o time francano terá que vencer seu próprio cansaço, provocado pela seqüência de viagens e em virtude da disputa de duas finais simultâneas, a do Paulista e a da Liga Sul-Americana. O time local passou a sexta-feira viajando e só treinou sábado à noite para esta final. Desde o último dia 20, a equipe está na estrada. A maratona incluiu quatro jogos, dois em Assis e dois em Sunchales, além de 2918 quilômetros. Para completar, o Franca Basquete tenta quebrar um jejum de títulos que já ultrapassou os seis anos. A última vez que levantou uma taça foi em 2000, na cidade de Bauru, quando venceu o Paulista. Há 9 anos a equipe não conquista um título diante de seus torcedores. Em 1998, o então Franca Basquete derrotou a extinta equipe de Ribeirão Preto, por 101 a 100, e cravou 3 a 0 também na final do Estadual. A primeira missão de hoje será esquecer as duas derrotas, quarta e quinta-feira, em Sunchales, na Argentina, para o Libertad. O armador Helinho afirmou que a equipe está totalmente focada na partida de hoje. “Para nós jogadores, os jogos pela Liga já são passado e agora só pensamos no jogo de amanhã (hoje) contra Assis. Depois voltaremos a pensar no Libertad”, disse. O atleta revela a expectativa de decidir o título com casa cheia. “Ficamos sabendo lá na Argentina que os ingressos se esgotaram rapidamente, e isso nos animou muito. A torcida vai jogar junto com o time e esperamos retribuir todo esse carinho em quadra e comemorar o título em nossa cidade”, completou o capitão francano. Para o pivô Murilo, jogador mais eficiente do campeonato, as derrotas na Argentina serviram como aprendizado. “Sofremos muito com a forte defesa do Libertad, que não permitiu que encaixássemos nosso jogo. Estamos cientes do que precisamos melhorar para vencer Assis”. O jogador afirmou que a equipe sentiu o cansaço, mas afirma que os jogadores francanos estarão em “ponto de bala” para o jogo de hoje. “Vamos deixar o cansaço no vestiário. Quando entrarmos na quadra e ver as arquibancadas lotadas, vamos pegar essa energia da torcida e dar o sangue para conquistar o campeonato”. O técnico Hélio Rubens, que não pôde contar com o ala Fransérgio (contundido) e com os pivôs William Drudi e Rafael Mineiro (não foram inscritos no campeonato), ainda tem uma dúvida para escalar o time. O norte-americano Derrick Lang está com uma contusão no joelho, mas deve jogar. “Pelo que conheço do ‘gringo’, ele joga. O Derrick jogou o campeonato todo com dores e agora não vai querer ficar de fora”, disse o pivô Murilo. O jogador tem um motivo a mais para vencer. Seu pai veio do Sul do País a fim de assisti-lo. A série contra Assis, disputada em melhor-de-cinco partidas, está empatada em 2 a 2, e não são poucos os fatores que apimentam esta decisão. O segundo jogo, realizado em Franca, terminou em confusão e foi parar na delegacia. Paulo Silas Carvalho, presidente do Franca Basquete, acusou o pivô Gastão de agressão. Outro aspecto da rivalidade entre os clubes diz respeito aos ingressos. O ginásio do Póli estará lotado, e assim como ocorreu em Assis, não foram reservados ingressos para a torcida rival acompanhar a partida.

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