Vamos ser campeões


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O cortador Antônio Sérgio Batista vibra nas arquibancadas do Póli com dois marcados em jogo pelo time de Franca: hoje, após seis longos anos, o grito dos torcedores pode ser ‘é campeão’
O cortador Antônio Sérgio Batista vibra nas arquibancadas do Póli com dois marcados em jogo pelo time de Franca: hoje, após seis longos anos, o grito dos torcedores pode ser ‘é campeão’
O domingo, 29 de abril de 2007, será diferente. Além do almoço em família e do futebol à tarde na TV, a noite será passada diante de uma quadra de basquete e de dez jogadores lutando pelo título do principal torneio estadual de basquete do País. Mais de sete mil torcedores deverão assistir, no Ginásio do Póli, à luta do Unimed/Franca contra Assis. A série está empatada em 2 a 2 e o vencedor de hoje leva o caneco para casa. Enquanto o adversário quer dar o primeiro passo rumo a galeria de campeões do esporte, o time francano tenta acabar com um jejum que já ultrapassou os seis anos. O último título foi em 2000, o único que não teve Hélio Rubens no elenco. Aliás, a redenção do basquete francano se deu com o retorno do treinador à cidade, no ano passado. Hélio estava fora desde 1999. Sob seu comando o time chegou a três finais: o Nacional de 2006, o Paulista e a Liga Sul-Americana deste ano. O primeiro não acabou. Na Liga, o favorito é o Libertad que derrotou facilmente Franca duas vezes na Argentina. Resta o Estadual. Em quadra, favoritismo não há. O time local atuará desfalcado e seus jogadores vêm de uma viagem à Argentina onde fizeram jogos seguidos e perderam. Além disso, perderam uma das quatro partidas da série final para Assis em pleno Poliesportivo. É justamente por estes problemas que o Unimed/Franca tem que acreditar no favoritismo existente fora do campo de jogo. Os torcedores deram um show nesta semana. Em cinco horas adquiriram mais de cinco mil ingressos e a diretoria vive a expectativa de ver no ginásio sete mil pessoas. Esse número não é visto no ginásio desde o final da década de 90. Até a polícia está preocupada e, a fim de evitar problemas, armou um super esquema de segurança para a noite de hoje. Aí residem as esperanças do time de Franca. A força que sair das arquibancadas tem de atingir o coração dos jogadores, permitindo que eles corram, vibrem e pulem bem mais do que suportarem suas pernas. O palco está montado. Resta o grito final de “É campeão”.

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