TV a inimiga da balança


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Quem nunca assistiu a uma partida de futebol ou um filme com um balde de pipocas no colo e um enorme copo de refrigerante, que atire a primeira pedra. O mesmo vale para a caixa de bombom, que nunca tem fim. O problema é que, quando se come na frente da TV, a pessoa não presta atenção no alimento e acaba exagerando na quantidade. O simples fato de comer e assistir TV ao mesmo tempo não engorda, nem traz prejuízos à saúde, mas, se isso se tornar um hábito, a pessoa pode atingir o sobrepeso sim, já que a sensação de saciedade está diretamente ligada à atenção que se dedica à comida. “Quem tem o hábito de comer na frente da TV, presta mais atenção no que está assistindo e não vai sentir o paladar e quantidade de alimento que ingeriu, porque seu organismo não recebeu a mensagem de satisfeito”, explicou a nutricionista Neuci Moreno. O ideal, de acordo com a nutricionista, é fazer as refeições à mesa, concentrando nos alimentos. Mastigar devagar e sentir o gosto do alimento fará com que a pessoa se sinta satisfeita com uma porção menor de comida. Apesar de ser o ideal, poucos jovens fazem isso. A correria do dia-a-dia faz com que o estudo na frente do computador ou os poucos momentos de distração assistindo TV acabem sendo feitos juntos com a alimentação. A universitária Bárbara Siviero Borges, 18, sabe bem o que é isso. Ela mora com duas amigas em uma república e, raramente, come sentada à mesa. “Só faço as refeições na frente da TV. Em Franca, essa hábito é menor porque de vez em quando como em restaurante ou lanchonete da faculdade, mas, quando estou na casa dos meus pais, almoço assistindo televisão. Sei que não é o correto e preciso me policiar mais”. SEGUINDO À RISCA Hora de comer é um momento único para o estudante Maurício Santiago, 23. Ele é apaixonado por vídeogame, navegar na internet e assistir filmes, mas no horário do almoço deixa tudo que está fazendo e senta-se à mesa. “Minha mãe sempre foi muita rígida quanto a isso. Nunca me deixou comer fazendo lição de casa ou conversando. Aprendi isso e, hoje, me adaptei, afinal, dispensar trinta minutos para cada refeição não vai atrasar meu dia”. Toda regra há exceção. Maurício disse que quando assiste a um jogo de futebol ou vai ao cinema, não deixa de “beliscar” um petisco. “Não tem graça ver futebol sem cerveja e porções, assim como não tem cinema sem pipoca. Isso não é nenhum pecado”.

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