Igreja incomoda vizinhos no Parque Progresso com barulho


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O açougueiro Ayres Roberto Torquato não agüenta mais os barulhos advindos da Igreja Assembléia de Deus vizinha à sua residência na Rua João Batista, no Parque Progresso
O açougueiro Ayres Roberto Torquato não agüenta mais os barulhos advindos da Igreja Assembléia de Deus vizinha à sua residência na Rua João Batista, no Parque Progresso
O açougueiro Ayres Roberto Torquato trabalha diariamente das 22 até as 8 horas da manhã. O único horário que tem para dormir é à tarde. Quando vai pegar no sono, começam os barulhos do outro lado do muro de sua casa. É o ensaio da banda que toca na igreja evangélica Assembléia de Deus, ao lado da residência. "A gente respeita a religião deles, só que tem que se ter bom senso e respeitar os vizinhos também. Eu trabalho à noite e o único horário que tenho para dormir é à tarde. O volume que eles tocam é muito alto". Para assistir televisão, a solução encontrada pelo açougueiro foi a de fechar toda a casa e colocar o aparelho no último volume. "A situação está ficando insustentável". A principal reclamação é devido aos ensaios da banda que, segundo os vizinhos, estão cada vez mais freqüentes. No entanto, os cultos, às quartas-feiras e aos domingos, realizados em períodos noturnos, também incomodam. Para conseguir se livrar do barulho, o publicitário Alvarino Ferreira Hotalácio Júnior, que mora em frente à igreja, literalmente foge do som. "O estresse é tão grande que estou saindo de casa. Vou ao shopping, arrumo um programa até o fim da bagunça." O publicitário até gosta das músicas cantadas, mas diz que a repetição e o volume é o que complica. "As músicas são lindas, mas com a altura, se tornam insuportáveis." Além dos dois citados, outros quatro vizinhos reclamaram ao Comércio da Franca do som emitido pela igreja. `IMPLICÂNCIA` Para o pastor responsável pela igreja, Estevaldo Waner de Carvalho, a igreja está dentro da lei e o problema é a "implicância" dos vizinhos. "Trabalhamos dentro do horário permitido. Nós temos o alvará de funcionamento e continuaremos com nossas atividades". Apesar de achar que não está errado, o pastor conversará com a banda para verificar se é possível diminuir a altura do som. Além disso, vai medir qual a quantidade de decibéis produzida no templo. A intensidade do som, no entanto, não poderá ser maior de 55 decibéis, mesmo durante o dia. A informação é do chefe de fiscalização da Prefeitura, Air Fontanesi, que se comprometeu a mandar fiscais na próxima segunda-feira para averiguar o caso. Fontanesi diz que é preciso averiguar a disposição dos instrumentos e a equalização do som. Talvez com isso se resolva o problema. Caso contrário, comenta, serão tomadas as medidas necessárias.

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