A novela da Santa Casa de Franca com o governo estadual para gerenciamento do SUS (Sistema Único de Saúde) não teve, ainda, um final feliz. O provedor do hospital, José Cândido Chimionatto, chegou ontem de uma reunião em São Paulo com a notícia de que foram ofertados R$ 600 mil mensais à instituição para que o governo estadual assumisse a administração dos atendimentos públicos na Santa Casa. O valor foi rejeitado pela direção do hospital.
A oferta foi feita durante um encontro organizado pelo prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB). Por meio de sua intervenção, a coordenadora estadual de Saúde do Interior, Maria Iracema Leonardi, principal assessora do secretário da pasta, Luiz Roberto Barradas, aceitou se reunir com o provedor da Santa Casa, que viajou acompanhado do superintendente da instituição, Fernando Bueno, do diretor-clínico, Marcelo de Paula Lima, e do secretário municipal de saúde, Alexandre Ferreira. “O encontro foi positivo. Permitiu que iniciássemos uma discussão mais prática. O governo nos ofereceu R$ 600 mil, mas essa quantia não atende às nossas necessidades financeiras por isso não aceitamos”, disse Chimionato.
A intenção do Estado com a proposta de R$ 600 mil seria cobrir o prejuízo deixado pela defasagem da tabela do SUS nos atendimentos feitos pela Santa Casa. Segundo o hospital, o valor ideal seria de R$ 1 milhão. “Expli-camos à coordenadora que não há como aceitarmos o que foi oferecido. Nossas contas são muito maiores. Diante da nossa recusa, ela pediu que apresentassemos uma nova proposta”, disse o provedor.
A contraproposta da Santa Casa será apresentada à coordenadora em meados da próxima semana. “Até quarta-feira, enviaremos o novo pedido e depois ficaremos aguardando a convocação para uma nova audiência. Esperamos que a negociação evolua”, disse Chimionato, sem reve-lar qual será o novo valor solicitado pelo hospital. A verba negociada será utilizada para bancar os custeios de internação dos pacientes do SUS.
O prefeito Sidnei Rocha, res-ponsável pelo encontro, disse que decidiu se envolver no processo para apressar as negociações. “Foi um passo importante a oferta de R$ 600 mil, pois finalmente o Estado apresentou uma proposta oficial de ajuda à Santa Casa da nossa cidade. Minha parte já havia sido feita. O restante dependia apenas deles, por isso resolvi intervir”, disse.
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