Os jogadores de Assis não querem nem saber de barulho antes da decisão de amanhã, às 20 horas, no Ginásio do Póli, pelo título do Campeonato Paulista. O time ficará hospedado em Ribeirão Preto e só viajará para Franca horas antes da partida. A decisão em pernoitar 95 quilômetros distante do local do jogo mostrou que o time tenta evitar problemas com a torcida local. O Unimed/Franca também utilizou do mesmo recurso nas duas partidas que realizou em Assis. Na semana passada, a equipe se hospedou em Marília e não no local do confronto. A distância entre as duas cidades é a mesma de Ribeirão Preto e Franca. Além do distanciamento físico, o time de Assis pediu proteção policial.
Dois veículos da Força Tática da Polícia Militar de Franca escoltará o ônibus da equipe desde a entrada da cidade até o Poliesportivo. Não foi informado se também haverá seguranças particulares. A hipótese foi levantada após os problemas ocorridos entre jogadores, torcida e dirigentes nos jogos realizados em Franca na semana passada.
Se contra o rival paulista e o Unimed/Franca acumula rivalidade, com os adversários argentinos, pela final da Liga Sul-Americana, a paz impera. O tratamento no país vizinho aos visitantes não gerou reclamação, como aconteceu nos jogos contra o Ben Hur, em Rafaela. Além disso, o Libertad deve vir para as partidas no Brasil, nos dias 2 e 3 de maio, concentrado e sem se preocupar com a torcida. A equipe tem duas vitórias sobre o time de Hélio Rubens e os torcedores de Sunchales dizem acreditar em uma série melhor-de-cinco fechada em 3 a 0. Marcos Junqueira, que acompanhou os confrontos na Argentina pela rádio Difusora entrevistou torcedores argentinos ao final do segund jogo e constatou o entusiasmo reinante. “Achei que seria uma partida muito mais complicada, mas o adversário se mostrou inconstante demais”, disse o comerciante Juan Carlos Pellojo, torcedor do Libertad. “Será um milagre se ganharem da gente errando tantos arremessos assim”, completou.
Já o bancário Eduardo Soyes disse que os jogadores do Unimed/Franca se esforçaram, mas que os norte-americanos Brown e Battle foram os diferenciais. “Do jeito que entraram em quadra, creio que não perderiam para ninguém. Se jogarem assim em Franca, fechamos em três a zero”, disse. O técnico Carlos Bualó tem uma postura mais cautelosa. “Saímos na frente. Somente isso.” (RC e MJ)
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