Ciro culpa Lula por crise dos calçadistas


| Tempo de leitura: 2 min
Ciro Gomes, no Café do Comércio, durante entrevista para a rádio Difusora: setor calçadista deve receber atenção especial em Brasília
Ciro Gomes, no Café do Comércio, durante entrevista para a rádio Difusora: setor calçadista deve receber atenção especial em Brasília
Cotação do dólar em queda, concorrência desleal por parte da China, guerra fiscal. Empresas fechando as portas e demitindo trabalhadores. Para o deputado federal Ciro Gomes (PSB) - ex-ministro da Fazenda, de Itamar Franco, e da Integração Nacional, de Lula - a crise que se abate sobre o setor calçadista tem explicação: o próprio governo Lula. “Erro de coordenação de estratégica da política econômica do governo Lula, que auto beneficia, por um lado, as contas do Brasil com o estrangeiro e, por outro, causa uma superapreciação do real, que inviabiliza a exportação brasileira e torna a importação dramaticamente barata”. Ainda assim, Gomes avaliou como positiva a decisão tomada pelo governo federal, no começo da semana, de elevar a tarifa de importação de calçados e vestuário de 20% para 35%, mas ressaltou que é preciso tomar outras medidas de proteção. “Nossa fronteira econômica está completamente furada. O contrabando entra no Brasil no volume e nas proporções que quiser. Também é preciso rever o sistema tributário, que é um problema mais crônico, e a carga parafiscal, que incide sobre os setores intensivos de mão-de-obra - como é o caso do setor calçadista - na oneração da folha. Quem gera empregos não mais é esfolado, é vampirizado”. [FOTO2] O deputado prometeu colocar sua experiência política e acadêmica para ajudar o setor calçadista a se recuperar e ocupar o lugar de destaque que merece no cenário nacional. “Estarei ao lado do Ubiali nessa luta. Tenho segurança que estamos defendendo o povo brasileiro. O setor é um dos maiores empregadores do País. Franca é a capital disso e tem inteligência acumulada para liderar esse movimento”. Ciro defende ainda a necessidade de se buscar alternativas e de discutir questões como padrões de produtividade, escala e inovações. “O consumidor procura o bom, bonito e barato. Ele não vai querer comprar um calçado mais caro de Franca, Fortaleza ou Novo Hamburgo só porque é produzido aqui e gera emprego para um irmão nosso. É preciso ampliar a competitividade para manter o setor vivo”. (EA)

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários