As escutas telefônicas feitas pela polícia flagraram o momento em que o presidiário, líder do PCC, ordenava a tortura e morte de Juciléia Garcia. Ele chegou a determinar que os comparsas não tivessem pena. "Vamos, sem dó. Quebra o dedo dela, quebra a perna dela". Queria saber de qualquer maneira quem havia mandado matar a mulher dele.
Na tentativa de escapar das torturas, a traficante disse que estava agindo a mando de um delegado e de dois investigadores de Franca. Afirmou que eles integravam um grupo de extermínio. Os algozes entenderam que ela estava blefando e decidiram matá-la.
Ela teria sido capturada pelos integrantes do PCC no dia 23 de fevereiro, uma sexta-feira, e passado o fim de semana nas mãos deles. No domingo, ligou chorando para a casa do seu pai, em Franca, e pediu para falar com o filho. O garoto estava dormindo e não atendeu. Dois dias depois, Juciléia apareceu morta.
A Polícia Civil nunca admitiu a existência do grampo telefônico.
Supostamente, por não ter evitado a morte da mulher e também para que as investigações não sejam prejudicadas. Os três policiais de Franca citados por ela nas conversas ouviram as gravações na sede da Delegacia Seccional local. Jusciléia já havia sido presa por eles. A polícia acredita que ela inventou a história do grupo de extermínio para tentar se livrar da morte.
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