Quero agradecer ao advogado Alexandre César Lima Diniz pelos elogios que fez a pontos de vista defendidos por minha irmã, a educadora Ana Célia de Freitas, nesta seção de cartas de leitores do Comércio. Como o advogado eu também sou contra a pena de morte, até porque ninguém tem o direito de tirar a vida do outro. Só Deus. O que contesto com veemência são as pessoas que se dizem contra a pena de morte, mas favoráveis ao aborto. Olha o absurdo: aborto também é pena de morte, e com agravante, pois o ser assassinado é completamente indefeso. A receita para acabar com a delinqüência de menores e, por extensão, com a criminalidade dos maiores, é manter jovens com idade entre 10 e 12 anos longe do trabalho, mas com ocupação na própria escola onde estudam. Cabeça vazia é oficina do diabo. O adolescente se ilude em ter roupas, tênis de marca, perfume, boné, celular. Se os pais não podem comprar, tornam-se vulneráveis ao aliciamento de traficantes e pedófilos. Tornam-se, então, comerciantes de drogas, roubam, imergem na prostituição como se estivessem trabalhando para suprir suas necessidades. Eu tenho 55 anos e trabalho desde os 5. Nossa família é muito grande e a necessidade nos remeteu ao trabalho desde muito cedo. Os tempos eram outros e, graças a Deus, não há delinqüentes entre nós. No tempo atual, eu não teria aprovado o Estatuto da Criança e do Adolescente e os comitês de Direitos Humanos se tivesse a chance. O ECA protege o menor delinqüente para não ser penalizado pelos eros cometidos, e com isso eles não mudam e continuam delinqüentes pela certeza da impunidade. Os Direitos Humanos fazem mais ou menos a mesma coisa: defendem bandidos do linchamento e da tortura, de penalidades mais severas. Nunca ouvi dizer que integrantes desses comitês tenham ido à casa de alguma viúva saber sobre suas necessidades e se precisa de ajuda.
Pedro Paulo de Freitas
é leitor do Comércio da Franca
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