Falta de verbas. O nó que predomina na maioria destes nove pontos do trânsito francano fica sem ter uma solução em vista da falta de recursos financeiros. Segundo os especialistas consultados pelo Comércio, a construção de viadutos e desvios seria a única alternativa viável para resolver o problema.
Segundo o secretário de Planejamento Urbano, Wilson Teixeira, a Prefeitura estuda a viabilidade de alguns projetos na área.
Entre eles, está a construção de pontilhões que solucionariam os problemas das rotatórias da Avenida Alonso y Alonso com a Major Nicácio e com a Champagnat. O secretário informa que não existe previsão de se criar as obras, avaliadas em R$ 12 milhões. No entanto o prefeito Sidnei Rocha espera implantar os viadutos até o fim de 2008.
Já em relação às estreitas ruas do Centro, o engenheiro Marcelo Ferreira comenta que não há solução. “Não tem outro jeito, a única saída é reduzir o número de veículos na região”, comenta.
Para isso, ele aponta como alternativa o incentivo ao uso de transporte público. Um exemplo a ser seguido, citado por Marcelo, é o de Londres, que chegou a colocar pedágio para veículos que queiram circular na região central da cidade, com o objetivo de restringir o número de carros no local.
Para Wilson Teixeira, a solução apontada por Ferreira é de difícil aplicação à realidade francana. “O brasileiro é individualista, quer andar de carro, não é igual ao europeu.”
A Avenida Brasil, segundo Ferreira, também não tem solução. O motivo é que ela, assim como a Avenida Ademar de Barros, é estreita para um fluxo tão intenso de veículos. Ali também, ressalta ele, não tem como colocar mais semáforos.
Já nas proximidades da Unifran, segundo ele, apenas uma nova ponte melhoraria o fluxo de veículos.
Pelo menos um dos gargalos do trânsito deve ser resolvido de imediato pela Prefeitura de Franca. De acordo com o secretário de Planejamento Urbano, Wilson Teixeira, uma ponte resolverá o problema de tráfego nas proximidades do Carrefour e do Galo Branco. Wilson explica que a nova ponte, que sairá da Avenida Rio Negro, fará com que o retorno fique mais distante. A atual ponte será demolida. “A nova obra vai eliminar o nó. Já tinha esse problema quando foi feito o shopping”. Segundo ele, a nova ponte será entregue até o fim de 2007.
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