Como se não bastasse agüentar os “maus motoristas” que teimam em circular pela cidade, o francano enfrenta outro grande problema no trânsito local: os gargalos ou pontos críticos, locais em que se gasta até 20 minutos para fazer um percurso que não demoraria cinco. Milhares de carros formam enormes engarrafamentos, típicos das grandes cidades.
De acordo com reclamações de leitores, o Comércio da Franca elencou nove pontos em que o estresse toma conta do motorista. Rotatórias do Fórum e da Avenida Champagnat, saída do Carrefour, Centro, Avenida Brasil, Distrito Industrial, Pestalozzi, Unifran (Universidade de Franca) e a Avenida Abraão Brickman, no Leporace, foram os pontos escolhidos. A Prefeitura já trabalha em alguns locais e faz estudos de viabilidade para tentar resolver os gargalos do trânsito. Entretanto, não há nenhuma solução a curto prazo e falta verbas para resolver a situação.
Em alguns casos, o problema é o grande fluxo de veículos; em outros, a estrutura física, que não permite alargamento de ruas e avenidas. A rotatória das avenidas Ismael Alonso y Alonso e Major Nicácio talvez seja um dos pontos mais críticos, por conter os dois defeitos. O engenheiro e ex-responsável pelo departamento de trânsito da Prefeitura, Marcelo Ferreira, ressalta que, além de ser a ligação entre as regiões norte e sul da cidade, ali se situam grandes instituições, que são o Fórum e as universidades. “Passam aproximadamente 5 mil veículos entre as 17h30 e 19 horas pelo local.” Além disso, um alargamento acarretaria um processo de dasapropriação dos imóveis próximos às pistas.
O engenheiro ressalta que o grande fluxo de veículos, normalmente ocorre em determinados momentos do dia. “São períodos rápidos, que não passam de meia hora”. A opinião de Ferreira é compartilhada pelo secretário de Planejamento Urbano, Wilson Teixeira. “Onde tem problema de trânsito em Franca é por causa do horário de pico.” Segundo Teixeira, a Prefeitura quer implantar viadutos no local e no cruzamento da Avenida Alonso y Alonso com a Champagnat até o fim da gestão Sidnei Rocha, mas ainda não há recursos para tanto - cerca de R$ 12 milhões.
Um outro exemplo da momentaneidade do tráfego intenso é na região próxima ao Pestalozzi. No horário entre 12h30 e 13 horas, filas duplas e o fluxo de veículos de pais que vão buscar os filhos praticamente paralisam o trânsito. “Já demorei até meia hora para passar por aqui. Perdi até uma reunião”, diz a comerciante Margareth Lopes, mãe de um aluno da escola. Para tentar resolver o problema, a instituição colocou um funcionário para ficar na saída do colégio e orientar pais e alunos.
A exceção seria a região central, que devido às ruas estreitas e o movimento intenso, sofre com congestionamentos boa parte do dia. A falta de sincronia entre os semáforos também é reclamação freqüente. “Você não anda. Abre um semáforo e fecha outro”, reclama o empresário Henrique Ferro.
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