Em menos de um mês, mais dez novos casos de dengue foram registrados pela Vigilância Epidemiológica de Franca. Até o final do mês passado eram nove pessoas infectadas; hoje já são 19, além de 40 suspeitos que aguardam o resultado do exame.
Do total de infectados, quatro são autóctones - contraídos dentro de Franca. Os outros casos são importados. De acordo com o médico da Vigilância, Homero Antônio Rosa Júnior, a maior parte dos casos foi contraída dentro do Estado de São Paulo e muitos são de Ribeirão Preto, onde já existem mais de 750 casos confirmados só neste ano.
De acordo com o diretor da Divisão de Vigilância e Saúde, Fernando Baldochi, os casos autóctones estão distribuídos pela cidade nos bairros Redentor, Brasilândia, Panorama e São Joaquim. Já os criadouros do mosquito Aedes aegypti são encontrados em todos os bairros.
Mesmo assim, o número de casos em Franca é menor do que no ano passado. No mesmo período de 2006 foram registrados 13 casos autóctones e 40 importados. Em todo o ano passado foram 64 casos, sendo 19 transmitidos dentro da cidade. "Pela projeção e análise comparativa que temos, se continuar como está o número de casos de dengue será menor", disse Baldochi.
O diretor ressalta que, historicamente, Franca tem registrado menos casos da doença em comparação com outras cidades da região. "Além de Franca ser uma cidade mais fria, temos um trabalho em conjunto com as Vigilâncias Ambiental e Epidemiológica e com a Secretaria de Obras, que faz os arrastões de recolhimento de materiais propícios ao acúmulo de água. O trabalho de prevenção e informação é constante e ininterrupto".
Para melhorar o atendimento das vítimas de dengue, a Vigilância Epidemiológica está preparando CDs com informações sobre a doença que serão distribuídos para 500 médicos francanos. São informações técnicas sobre tratamentos, diagnósticos e condutas para reforçar as informações que os profissionais já têm. "A classe médica não está treinada para atender casos de dengue, porque não temos muito casos se compararmos com outras cidades do mesmo porte. O mosquito gosta de clima mais quente e o nosso é mais frio".
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