Diferente da indústria calçadista que readmitiu funcionários nos três primeiros meses do ano e foi responsável pelo maior número de contratações com carteira assinada, setores como Serviços, Comércio e Administração Pública abriram, efetivamente, quase mil postos de trabalho.
O setor de serviços, que abrange restaurantes, informática, oficinas, manutenção, entre outros, ficou entre os que mais geraram empregos, atingindo 602 vagas de janeiro a março. O saldo, porém, não é maior que o do mesmo período do ano passado, quando o setor registrou 812 vagas.
Joyce Souza, 34, é uma das pessoas que conseguiram uma colocação no setor. Depois de oito meses desempregada, foi contratada como auxiliar de cozinha no início de março. “É muito bom estar de volta ao trabalho, ainda mais que estou registrada”, comemora.
No setor comercial, os dados também são positivos. Mais de 180 pessoas tiveram a carteira assinada no setor nos três primeiros meses deste ano. Com a inauguração de novas lojas e a proximidade do Dia das Mães, esse número deve crescer. Só para o período do Dia das Mães, serão abertas 118 vagas temporárias e muitos dos contratados vêem nessas vagas uma oportunidade de conseguir emprego fixo.
Ana Cláudia Martinês é uma delas. A vendedora está desempregada há um mês e já distribuiu mais de 20 currículos. “Vou tentar nas lojas que oferecem o emprego temporário e trabalhar bastante para ficar no emprego”.
Como nos serviços, a geração de vagas no setor comercial também foi menor que a do mesmo período do ano passado.
OUTRO CENÁRIO
Para os setores de Agropecuária e Construção Civil, nem o mês de março, nem o saldo acumulado do ano foram positivos. Na agropecuária, foram fechados 188 postos de trabalho e, na construção civil, 47.
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