Dia desses passei pela Praça Sabino Loureiro e fiquei assustado com a situação de total abandono em que ela se encontra.
Durante o dia vi pessoas apressadas tropeçando nas barracas mal distribuídas dos camelôs. Outras, aglomeradas num ponto de ônibus, aguardando impacientemente a condução que as levaria para casa.
O velho e abandonado coreto, escondido entre as barracas, já não tem mais atração. Palco no século passado de bandas e fanfarras, testemunha de juras de amor e beijos apaixonados, o coreto no meio da praça permanece teimosamente em pé, esperando que nossas autoridades se compadeçam dele. Ou então, quem sabe, a iniciativa privada resolva, além dos impostos que paga, cuidar para que o coreto não desapareça e apague com seus escombros um pouco de nossa história.
Praça da Estação, esse é o apelido carinhoso que recebeu nos bons tempos em que os trens da Mogiana transportavam passageiros e cargas para várias cidades e principalmente para São Paulo. Nessa época, o bar São João, de propriedade dos irmãos Thomaz e Jácomo Tardivo, localizado na esquina de cima da praça, vivia abarrotado de passageiros à espera da chegada do trem de ferro, ou então por aqueles que desembarcavam cansados à procura de refrigerante ou um lanche. Esse bar não existe mais.
Thomaz Tardivo recorda com saudade que foi em frente ao bar São João, nos anos 60, que o sargento Osny, do Tiro de Guerra de Franca, várias vezes levou os jovens recrutas para o Juramento à Bandeira. Tardivo tinha o disco do soldado e o colocava de fundo durante o ato solene.
Ainda nessa época o footing na Praça da Estação era tradicional. Moças passeavam pelas calçadas em sentido contrário ao dos rapazes e a sedução consistia em olhares, gestos e no auto-convite do jovem para acompanhar a pretendente. Se tudo desse certo começava o namoro e a procura por um banco de jardim, doado por algum estabelecimento comercial, onde as primeiras carícias eram trocadas.
A Praça da Estação dispunha de serviço de alto-falante (o "Zig Zag, você se lembra?) que transmitia durante o footing recados amorosos, dedicava músicas.... O serviço ainda existe, mas agora funciona com publicidade durante o dia. À noite, nem pensar. Ninguém de sã consciência ousaria se aventurar à noite e sentar num dos velhos bancos da Praça da Estação, sujeitando-se, se tiver sorte, a sair vivo, mas sem pertences. O footing agora é outro. Ladrões dando a volta na praça e as prostitutas e travestis parados à espera de fregueses.
Enquanto nossa velha praça agoniza, o prefeito Sidnei Rocha anuncia que repassará mensalmente uma verba de R$ 8 mil reais à Acif para cuidar da manutenção das praças Nossa Senhora da Conceição, Barão e do calçadão central de Franca. A secretária de Obras e Serviços Municipais, Valéria Marson, explica que com esse repasse, a Prefeitura de Franca poderá cuidar melhor de praças como a Dom Pedro I (a do Banco Itaú) e a Carlos Pacheco, em frente ao Cemitério da Saudade. Nenhuma menção à Praça da Estação, abandonada à própria sorte e bem perto do Centro.
Uma cidade como Franca deveria cuidar melhor da apresentação de todas as suas praças, não só as centrais. Como está claro que a Prefeitura não tem mesmo dinheiro para cuidar de todas elas - o que se arrecada em IPTU e outras taxas vai para um orçamento milimetrado - quem sabe o que se poderia conseguir com empresas?
O que não pode é deixar morrer um pouco de nossa história. Vou continuar insistindo: temos que salvar a Praça da Estação!
CICLISTAS X PEDESTRES
Com freqüência é possível ver ciclistas disputando espaço com pedestres nas calçadas de bairros e ruas centrais de Franca. O resultado, segundo o comerciante Milton Luiz Coelho, que tem um estabelecimento comercial na Rua Coronel Tamarindo, é a ocorrência de diversos acidentes. “Já vi senhoras sendo atropeladas por bicicletas que circulam a toda velocidade pela calçada. Já falei com agentes de trânsito e nada muda. Quando houver um acidente fatal, talvez alguém se mexa”, reclama Milton.
CAÇA-NÍQUEIS
Na quinta-feira da semana passada, observei uma verdadeira operação de guerra para retirar as máquinas caça-níqueis dos bares de Franca. Dois homens apressados entravam em bares e lanchonetes do centro da cidade, retiravam máquinas caça-níqueis que encontravam e as jogavam no interior de um caminhão baú com o logotipo de um supermercado que já funcionou em Franca. A explicação para os donos dos estabelecimentos comerciais era de que a coisa estava preta e que logo tudo iria se normalizar.
Cartas marcadas, certamente. Os proprietários dessas máquinas caça-níqueis foram alertados a tempo por alguém ciente da operação policial que acabou sendo deflagrada na sexta-feira, 24 horas depois que todas, ou quase todas as máquinas, foram tiradas de circulação. Por essa razão, apenas 15 máquinas foram apreendidas. Outras centenas devem voltar aos bares, amparadas por liminares, em pouco tempo. Quem viver, verá.
BEIJO AMARELO
Um fato inusitado aconteceu durante o segundo jogo da final da Taça Rio entre Botafogo e Cabofriense, domingo último. Aos 4 minutos do segundo tempo, o zagueiro Cléberson, da equipe da Região dos Lagos, fez falta dura no lateral Joílson, do Botafogo. Para amenizar a situação, o jogador tascou um beijo cinematográfico no rosto do árbitro Ubiraci Damásio, mas acabou recebendo cartão amarelo. O Botafogo venceu a partida por 3 a 1 e se sagrou campeão da Taça Rio. O árbitro Ubiraci Damásio, horas depois do jogo, desmentiu o fato de ter aplicado cartão amarelo em Cléberson por causa do beijo que recebeu do jogador da Cabofriense. O tape foi claro. Sei não...
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Brasileiro é o segundo melhor do mundo na questão sexual e pesquisa diz que o nosso povo transa 145 dias por ano. Aí vem o Waldomiro Geléia e pergunta: e os outros 220 dias? O Luiz Victorelli responde: bebe!
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