Dia de salvar a Terra


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Em 22 de abril, celebrou-se o Dia da Terra. Em 1970, o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. A partir de 1990, outros países passaram a comemorar também. Agora é a vez de outro americano. Al Gore, até então conhecido como vice de Bill Clinton (1993-2001) e que perdeu por pouco a presidência dos Estados Unidos para George W. Bush (2000), escreveu o livro “Uma Verdade Inconveniente” que mostra a ameaça do aquecimento global. O livro virou filme. Produzido por Davis Guggenheim, ganhou o Oscar de melhor documentário. É também chamado de ``o filme de Al Gore``, pois mostra as palestras e luta de Gore contra o aquecimento global e é seu narrador. Na ocasião, Gore declarou: “meus compatriotas e povo de todo o mundo, temos que resolver a crise ambiental. Não é uma questão política. É uma questão moral”. O filme tem um grande chamariz, mistura fatos científicos com a humanidade do apresentador, seus dramas pessoais influenciando no defensor do meio-ambiente que se tornou. É uma peça de conhecimento e convencimento. Talvez seja por isso que ele comece a aconselhar todo mundo a, em primeiro lugar, aprender tudo o que puder sobre a crise do clima antes de pôr o conhecimento em ação. Sem dúvida alguma, o ponto alto do filme são os dados da Antártida. Neste continente, o gelo nunca degela. Todo ano, graças à neve que cai, uma nova camada se forma aprisionando junto com a água, partículas da atmosfera. Assim, pode-se, hoje, conhecer o que continha na atmosfera e saber a temperatura do planeta até 650 mil anos atrás. Dessa forma, os cientistas, traçaram um gráfico relacionando a quantidade de CO2 e a temperatura. Isso mostra as Eras Glaciais com as baixas de CO2 e o aquecimento com o aumento de CO2 na atmosfera. Por 650 mil anos, o nível de CO2 nunca ultrapassou 300 partes por milhão (ppm), hoje, está em 380 ppm. A previsão é de que, se nada for feito para reduzir o seu aumento, atingiremos o índice de 530 ppm em 2050. Quanto a temperatura vai subir? Outro dado surpreendente do filme é a quantidade de artigos científicos tratando do aquecimento global, quase mil. Nenhum negando o aquecimento. Já nos jornais, escritos por gente leiga no assunto, mais da metade do que foi publicado duvida do aquecimento. O documentário pede que se encorajem todos a ver esse filme. Mesmo porque Al Gore doa os lucros para a divulgação. E esse é o caminho, conscientizar cada cidadão para que se atinja a classe política. Precisamos reduzir nossas emissões de carbono à zero. Como? Muito pode ser feito, individualmente e também com incentivo governamental. Podemos usar aparelhos elétricos mais eficientes e lâmpadas econômicas. Melhorar as casas, aumentando a insolação, reaproveitando a água do banho para descarga em sanitários, aproveitar a água da chuva. Exigir que as empresas de transporte usem ônibus e caminhões híbridos. Quem puder, deve comprar um carro híbrido.Ou usar combustíveis menos danosos, como álcool ou biodiesel e carros mais econômicos. Optar sempre que possível pelo metrô ou pelo transporte público. Os brasileiros devem preservar as florestas e matas ciliares a qualquer custo. Plantemos árvores, muitas árvores. Investir em empresas de reflorestamento, ganhando com isso e ajudando as ONG que reflorestem. Vote em políticos que se comprometam a resolver essa crise. Escreva ao congresso. Cobre dos governantes para que o país invista na redução e captura das emissões de CO2 e que se una aos esforços internacionais para deter o aquecimento global. Muitas outras medidas podem ser encontradas no sítio eletrônico (em inglês) do filme www.climatecrisis.net. Muito a se fazer em pouco tempo, porém temos as tecnologias e temos outras lutas já vencidas a servirem de exemplo, a saber, a poliomielite, o DDT e o CFC. Então, mãos à obra. MÁRIO EUGÊNIO SATURNO é pesquisador tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano

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