O Franca Basquete não estará sozinho hoje em Sunchales. Pelo menos é o que prometem os torcedores do Unión, equipe da cidade que disputa a segunda divisão argentina e mantém uma rivalidade histórica com os torcedores do Libertad. “Pelo menos 300 dos quatro mil lugares do ginásio serão tomados por nós”, garante Jorge Almeida, fanático torcedor do Unión. Cada ingresso custa o equivalente a R$ 12.
E a rivalidade entre os dois times da pequena Sunchales, de 20 mil habitantes, é em dose dupla, já que as duas agremiacoes, Libertad e Unión, mantêm, também, times de futebol. “Não tem conversa. Torcemos para quem enfrenta essa equipe (não quis sequer pronunciar o nome Libertad. Seremos Franca nos dois confrontos”, assegurou Almeida.
Torcida à parte, o Libertad é poderoso. Já classificado para as semifinais da forte Liga Argentina, quando pegará Boca Junior ou Ben Hur (o finalista sai hoje à noite), o clube, que completará cem anos de participações ininterruptas em torneios de basquete, conta com um elenco forte que traz, além de dois norte-americanos, atletas da seleção argentina.
Dinheiro não falta. O Libertad tem cinco mil sócios, patrocínio fixo de duas grandes empresas locais, ajuda da prefeitura e R$ 750 mil por temporada para ter seus jogos televisionados. O elenco e a comissão técnica absorvem “somente” R$ 150 mil/mês e o restante arrecadado é todo investido na formação de novos atletas. Eles podem começar a carreira, sem pagar nada, já aos quatro anos. “Formar e negociar os jogadores é uma fonte de recursos”, disse Gabriel Aquarano, diretor do Libertad.
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