Homem morre com suspeita de hantavirose em Batatais


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Febre alta, dores musculares, falta de ar e uma morte suspeita. A doença que acometeu o caminhoneiro Sérgio Rafael da Silva, 39, ocasionando sua morte na segunda-feira, 23, em Batatais, será investigada pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. Existe a suspeita de que ele tenha contraído o hantavírus, encontrado em ratos silvestres contaminados. O caminhoneiro começou a passar mal na última sexta-feira, 20, quando foi levado consciente para a Santa Casa de Batatais com fortes dores pelo corpo, febre e falta de ar. Em pouco tempo, o quadro clínico dele evoluiu para hemorrágico, permanecendo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) local até morrer na manhã de ontem. Segundo a secretária de Saúde do município, Luciana Nazar Maluf, apesar da suspeita de hantavirose, outras doenças também podem ter provocado a morte de Silva. Ela explicou que se trata de uma doença infecciosa febril e aguda, o que pode levar a confundi-la facilmente com outras enfermidades, como a leptospirose. "As pessoas não fazem muita distinção. A leptospirose acontece muito onde tem inundações ou enchentes. O importante é que o paciente procure atendimento médico aos primeiros sinais", afirmou. O caminhoneiro morto na segunda-feira havia feito, como última viagem, um transporte de grama para a cidade mineira de Uberlândia. A causa mortis de Silva consta como "não determinada". Ele foi enterrado na manhã de ontem, em Batatais. Se confirmada, esta será a terceira morte por hantavirose neste ano na região de Ribeirão Preto. Há 20 dias, o Instituto Adolfo Lutz confirmou três casos de hantavirose na região, dois deles fatais. As outras vítimas fatais foram uma mulher de Santa Cruz da Esperança e um homem, também morador de Batatais, que teria contraído a doença em Dumont. Uma garota de 15 anos, moradora de Orlândia, também contraiu a doença, ficou internada em Ribeirão Preto, mas se recuperou. Como a doença está em evidência, a Secretaria de Saúde de Batatais abordará o tema na reunião da próxima quinta-feira com os agentes comunitários da saúde. "Vamos trabalhar os agentes para levarmos informações à população da forma mais clara possível", disse Luciana.

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