Protesto contra José Serra pode esvaziar escolas estaduais hoje


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Na semana passada, universitários da Unesp protestaram contra medidas do governador José Serra pelas ruas do Centro de Franca. Hoje será a vez dos professores estaduais
Na semana passada, universitários da Unesp protestaram contra medidas do governador José Serra pelas ruas do Centro de Franca. Hoje será a vez dos professores estaduais
Os mais de 2 mil professores da rede estadual de ensino de Franca e região devem cruzar os braços hoje. Contrários a diversas manobras políticas do governador José Serra (PSDB) que afetam o sistema de aposentadoria e as condições de trabalho da categoria, em protesto, eles pretendem parar as atividades e deixar mais de 60 mil alunos sem aula. Para marcar posição, um manifesto em frente à Assembléia Legislativa do Estado, na capital, será realizado às 14 horas desta quarta-feira. Pelo menos cem profissionais de Franca estarão presentes. Os professores estão em negociação salarial com o governo do Estado desde o início do mês. Entre as reivindicações, estão: melhores condições de trabalho, fim da aprovação automática e piso salarial de R$ 1.562,35 por 24 horas semanais. Além disso, os docentes pedem ainda a retirada do projeto de lei apresentado pelo governador que transfere ao INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) todos os benefícios previdenciários dos professores, como aposentadoria, licença-saúde, proteção à maternidade, que hoje são administrados pelo sistema de Previdência do Estado. “Esse projeto surgiu em regime de urgência e não foi discutido. É uma forma de tirar a atenção da campanha salarial. Pedimos o apoio de todos os profissionais e aos pais que não enviem seus filhos para as escolas”, disse Luiz Gonzaga, diretor-regional da Apeoesp (Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) de Franca. Se as reivindicações não forem atendidas, os professores ameaçam decretar greve. Em Franca e região, são 65 escolas estaduais. Todas começaram a ser contatadas na segunda-feira para parar as atividades hoje. “Essa é uma medida que atinge professores e diretores, mas não tenho como prever quantos irão aderir ao movimento”, disse Gonzaga. Até o início da tarde de ontem, a dirigente regional de Ensino, Ivani Marchesi, disse não ter sido comunicada por nenhuma escola a respeito da paralisação das atividades. “Oficialmente a situação está tranqüila. Até agora, teremos aula normalmente”.

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