A Polícia Civil de Franca estourou um depósito ontem, no Jardim São Paulo - região da Vila São Sebastião - e apreendeu 12 armas de fogo, 409 projéteis e um silenciador. Havia munição de fuzil e de metralhadoras de uso exclusivo do Exército. O arsenal estava escondido em uma chácara. Um homem de 44 anos foi preso em flagrante. Ele se apresentou como armeiro (pessoa que conserta armas), mas não tinha autorização para desempenhar a função. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) acredita que o acusado possa prestar serviços para criminosos.
Os policiais da DIG investigavam uma ocorrência de roubo quando descobriram que a chácara situada nos fundos da Rua Rui Barbosa era usada como depósito de armas. Munidos de um mandado de busca e apreensão, o delegado Eduardo Bonfim e os investigadores Marcos Euclídes, Renato, Mauro, Lucas e Júnior invadiram o local na manhã de ontem. Ficaram surpresos com o que encontraram.
No interior de um barracão havia cinco espingardas inteiras, seis desmontadas, um revólver, chumbos para carregar cartucheiras, vasilhames repletos de pólvora química, oito potes de espoleta, 101 cartuchos de calibres diversos e 308 projéteis de pistolas, revólveres, metralhadoras e fuzis. “Esse armamento não tem registro e a posse é ilegal. Também apreendemos munições de calibres proibidos, como Magnum 44, nove milímetros e de fuzil”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior.
O caseiro Luiz Carlos Grandini, 44, disse que consertava as armas para fazendeiros e sitiantes da região, mas não teve como comprovar a origem. Ele não possuía documentos das armas e nem permissão para mantê-las em casa. “Para exercer a função de armeiro, a pessoa precisa de autorização do Exército e da Polícia Federal, além de realizar cursos de capacitação. Mesmo assim, só pode consertar armas que têm registro, que sejam lícitas”. Como contrariava totalmente a legislação, o caseiro foi conduzido à sede da DIG e autuado em flagrante por posse ilegal de arma e munições. Após ser indiciado, ele foi recolhido à cadeia do Jardim Guanabara. O acusado continuará sendo investigado, pois é suspeito de ligação com criminosos. “Acredito que ele possa estar vendendo ou consertando armas para pessoas envolvidas com o crime organizado e com assaltantes da cidade. Há poucos dias, recebemos informações de que o armeiro teria vendido uma pistola semi-automática”, finalizou o delegado Wanir.
Todas as armas apreendidas serão periciadas para constatar se foram usadas em crimes ocorridos em Franca e cidades da região. A polícia também apura a origem.
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