Assis deu, no domingo, várias mostras de como uma cidade que conta com equipe na final do Paulista não deve recepcionar visitantes. A começar pela imprensa local, principalmente uma emissora de televisão, que incitou durante toda a semana os torcedores a odiarem os francanos. Depois, a diretoria proibiu até mesmo que carros de Franca estacionassem no “Jairão”. Por fim, o próprio público ultrapassou o limite ao torcer por sua equipe e utilizar uma agressividade absurda e descabida.
Domingo, não foi difícil notar o clima de guerra. Ao passar com o veículo adesivado do Comércio da Franca e da rádio Difusora pelas ruas de Assis, os xingamentos eram comuns. Até aí, menos mal, pois tratava-se de torcedores. A surpresa maior se deu quando as equipes de reportagem foram impedidas de entrar na área interna do “Jairão”. “Ordens da diretoria. Se quiserem, deixem aí na rua, mas não nos responsabilizamos”, disse um segurança. Os carros ficaram, então, a um quilômetro do local.
Em seguida, foram os torcedores que passaram a extrapolar do direito de incentivar seu time. Primeiro, cortaram os fios de transmissão das três emissoras de Franca. Depois, um copo de refrigerante foi arremessado contra o narrador Carlos Zacarelli, da Difusora AM, e por pouco o equipamento de transmissão não foi danificado. Então passaram a proferir ameaças de agressões físicas contra os repórteres de Franca. Tudo em frente a um grupo de seguranças particulares, que apenas sorriam das atitudes.
Dentro de quadra, nada a contestar: Assis mereceu levar a decisão para a quinta partida. Mas, para ser grande no cenário do basquete nacional, ainda tem muito o que aprender.
Principalmente fora das quatro linhas. “Não precisava disso tudo. Mas é compreensível, já que é a primeira vez que Assis chega a uma final”, disse o armador Helinho.
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