Um problema com cartões antigos gerou transtornos para alguns usuários do transporte público municipal que precisaram passar pelas novas máquinas de leitura do sistema Passe Fácil instaladas nos ônibus. Muitos não conseguiram fazer a integração entre uma linha e outra dentro do prazo estabelecido e, para circular em duas linhas, tiveram que pagar a segunda passagem que normalmente é gratuita.
A vendedora Monique Micheli Caldeira foi uma dessas pessoas. No sábado, primeiro dia de funcionamento do novo equipamento, ela saiu de casa no Jardim Paulistano e precisou ir ao Jardim Aeroporto a trabalho. Para isso, primeiro pegou a Linha Paulistano/Centro, na qual não teve problemas. Em seguida, pegou o ônibus para o Aeroporto. “Aí a máquina recusou meu cartão. Não consegui passar de jeito nenhum, como estava com pressa, acabei pagando a passagem”, disse.
Elenice Luci Oliveira, empregada doméstica, também teve problemas com o magnético do cartão. Ela, que mora no Jardim Aeroporto, precisou ir ao Pronto-socorro “Dr. Janjão” ontem de manhã. Também não conseguiu fazer a integração. Ao tentar passar a catraca do segundo ônibus, o cartão não liberou a passagem. A solução encontrada pela doméstica foi se sentar nos bancos dianteiros e sair pela porta de entrada, quando chegou ao ponto certo. “Esse sistema novo quando funciona é mais rápido que o outro, mas está dando esse problema”, disse.
A CAUSA
O diretor da Divisão de Informática da Prefeitura e responsável pela implementação do novo sistema, Jean Richard Lima, admitiu que o novo sistema apresentou problemas com a parte magnética dos cartões antigos, que não se adaptaram à tecnologia utilizada pelas novas máquinas. “Realmente detectamos que, em alguns casos, os equipamentos rejeitaram a segunda viagem pelo sistema de integração, causando constrangimento aos usuários. O grande problema é que alguns cartões já estavam muito gastos.”
Segundo Jean, o número de usuários com problemas foi pequeno nesta segunda-feira. “Apenas vinte cartões não passaram”, disse.
Nas ruas, no entanto, as reclamações pareciam ser bem maiores.
De 12 pessoas ouvidas pelo Comércio da Franca, oito reclamaram do problema na integração das linhas.
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