Faltas tiram 220 servidores por dia do trabalho na Prefeitura


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Jerônimo Sérgio Pinto, secretário de Administração, contabilizou as faltas dos servidores: \
Jerônimo Sérgio Pinto, secretário de Administração, contabilizou as faltas dos servidores: \
Sabe quando você vai a uma Unidade Básica de Saúde pela manhã e só é atendido no final da tarde? Ou quando seu filho chega em casa reclamando da professora que faltou de novo à aula e foi substituída por outra que não sabia em que pé a matéria estava? Fatos como estes são resultados de um dado preocupante levantado pela Prefeitura de Franca. De acordo com o secretário municipal de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto, pelo menos, 220 funcionários faltam ao trabalho por dia. O cálculo foi feito a partir do número de dias de afastamentos concedidos por atestados médicos apresentados pelos funcionários. Esse índice pode ser ainda maior, já que o estudo não leva em consideração as faltas espontâneas ou não justificadas. "Analisamos todos os atestados entregues de agosto a outubro de 2006. Nos assustamos com o resultado. A média de faltas na Prefeitura é maior do que em muitas indústrias que têm um trabalho mais pesado", disse o secretário. A Prefeitura começou a acompanhar a ausência dos servidores ainda no primeiro ano do governo Sidnei Rocha (PSDB) por causa das constantes queixas dos usuários e substituições, mas só conseguiu traduzir o problema em números no final do ano passado. "Tivemos a idéia de contar os atestados para termos em que nos basear e estudar uma maneira de acabar com o problema". O levantamento mostrou que as áreas com mais faltas são justamente aquelas cujas abrangências tocam mais diretamente o cidadão. Sozinhas, as pastas de Educação e Saúde respondem por mais de 80% do total de ausências. "São também as que têm maior número de servidores, mas independentemente disso, o índice de faltas é muito alto". Além dos prejuízos financeiros (a Prefeitura não pode descontar do salário do servidor a falta justificada com atestado) que seriam da ordem de R$ 1,5 milhão por ano, as ausências constantes de servidores atinge, principalmente, a qualidade dos serviços prestados. "Se alguém falta, precisa ser substituído por outro servidor que dobrará suas tarefas ou por um terceiro que terá de ser convocado. Não importa, sempre haverá um ônus ao município". Segundo o secretário, a Prefeitura já trabalha com uma margem de faltas, mas ela não tem sido suficiente. "Ausências teremos mesmo. Infelizmente, as pessoas ficam doentes, mas acredito que também exista má-fé dos servidores. Para mim, quase metade dos atestados são abusos". O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Franca, José Nhozinho Sales, o Paraná, não contestou o dado apresentado pelo secretário, mas culpa o que classifica de postura autoritária do governo Sidnei Rocha pelas faltas do servidor. "Com este tipo de administração, é normal que o funcionário estresse ou fique doente. É muita pressão".

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