As Secretarias da Educação e Saúde são os setores que mais têm funcionários faltosos. Sozinhas, as duas pastas que abrangem 67% do total de servidores (cerca de 2,4 mil) respondem por mais de 84% das ausências por atestado médico. Para se ter idéia, das 1218 faltas registradas em maio do ano passado (não contabilizados os afastamentos e licenças), 1034 foram da Educação e Saúde e apenas 184 em todas as outras áreas da Prefeitura. Vale lembrar que estes números não abrangem as faltas permitidas por lei na área da Educação que são de seis por ano.
Uma das explicações para o alto índice de faltas nessas áreas é o fato de boa parte dos trabalhadores ter mais de 40 anos e, por conta disso, apresentarem mais complicações de saúde. "Metade das funcionárias da Prefeitura tem mais de 40 anos de idade. O grande problema é que a mão-de-obra municipal é velha", disse Jerônimo Sérgio.
Outro motivo que justificaria parte das faltas é a atual situação da Saúde no município. A área é uma das campeãs de queixas dos usuários, a pressão para a melhoria no atendimento e as condições de trabalho provocadas pela falta de recursos estariam estressando os servidores.
Para o secretário, nem mesmo a gratificação equivalente a 5% do salário do servidor oferecida a cada três meses para os que não faltam tem sido suficiente para diminuir as ausências. "Como o servidor perde o direito se faltar uma vez, ele acaba se desestimulando e faltando de novo".
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