Tá nervoso?


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Luís Carlos Rodrigues se diverte ao fisgar um peixe em um pesque-pague de Cristais Paulista:  lazer para famílias da região
Luís Carlos Rodrigues se diverte ao fisgar um peixe em um pesque-pague de Cristais Paulista: lazer para famílias da região
“Tá nervoso? vai pescar”. Muita gente leva a sério a letra da música dos sertanejos César & Paulinho e lota pesque-pagues em fins de semana. Na região, existem hoje mais de 20 lugares do tipo. Em meio à natureza, os pesque-pagues oferecem diversos atrativos e uma gama enorme de serviços para atrair visitantes, sobretudo aos finais de semana e em feriados prolongados. Além de se distrair, o pescador pode comer na hora o pescado e ainda levar para casa o peixe limpinho. Basta apenas pagar uma “taxinha” extra. O quilo, independente da espécie, custa, em média, R$ 7 e os visitantes que não levarem a “traia de pesca” podem alugar o equipamento por cerca de R$ 1. O movimento tem agradado aos proprietários, principalmente nos fins de semana. “Abrimos de segunda a segunda e sempre tem gente. Aos sábados e domingos chegamos a receber mais de 200 pessoas por dia. Na Sexta-Feira Santa, mais de 400 pessoas passaram por aqui”, disse Márcia Mitidieri, dona do pesque-pague Piracema, em Cristais Paulista inaugurado há 8 anos. Os pescadores ainda têm à disposição bancos tipo os de praça onde esquecem do tempo enquanto esperam o peixe fisgar a isca. “Aqui o pessoal fica relaxado. Nada de estresse”. [FOTO2] Entre os clientes de Márcia, estão os irmãos francanos Carlos Rodrigues, 57, e José Roberto Rodrigues. Todos os sábados, eles batem ponto no local. Chegam por volta das 8 horas e só vão embora depois das 14 horas. “Freqüento pesque-pague há oito anos. É muito bom para arrejar a cabeça”, disse o aposentado Carlos Rodrigues enquanto fisgava mais uma tilápia. “É muito sossegado. Para mim não tem coisa melhor para fazer nos fins de semana”, completa o vendedor José Roberto que chega a pescar 10 quilos de peixe por sábado. Na companhia dos dois sempre está Carlos César Rodrigues, 27, filho de Carlos. “Comecei a vir com eles há sete anos e nunca mais parei. Pescar é um divertimento para mim. A gente foge do agito da semana”, afirmou. Parte dos peixes que pescam eles comem no próprio local, o restante vai para casa. O autônomo Fabiano Junqueira, 44, também não dispensa uma pescaria aos sábados. “Teve um dia que cheguei aqui às 8 horas e fui embora mais de 22 horas. Os proprietários têm que me mandar embora, senão vou ficando. Esqueço da hora”, brinca Junqueira que já se sente em casa. De bermuda e sem camisa, passa horas sentados em uma cadeira ao lado de uma mesa com cerveja e tererê. “Assim fico o dia todo”. Pelo menos duas vezes por semana, Junqueira vai ao pesque-pague. “Quando dá vou até três dias. É só pegar minha traia. Pescar é uma terapia e pago bem baratinho”. Junqueira é tão “viciado” na pescaria que em dias de muito movimento é contratado pelos proprietários do pesque-pague. “Como o pessoal pede para comer peixe frito, ajudo a pescar. Só na Semana Santa pesquei 12 quilos de peixe para os proprietários”. Neusa Garcia também viu nos pesque-pagues uma boa oportunidade de ganhar dinheiro. O negócio foi aberto há mais de 10 anos próximo a Franca e ela garante que nunca faltou visitante. “Nos fins de semana recebo mais de cem pessoas. Fica o dia todo lotado”. Além do tradicional peixe frito, os visitantes ainda podem comprar porções de frango e batata. Colaborou Melissa Toledo

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