Para o delegado Seccional, Maury de Camargo, o fato de os donos terem recolhido as máquinas antes da operação teve o mesmo efeito de que se elas tivessem sido apreendidas. O policial acredita que as caça-níqueis não voltarão a funcionar. Saiba o que o chefe da Polícia Civil na cidade tem a falar sobre o assunto.
Comércio - Porque a polícia não fez a operação antes?
Maury de Camargo - Não temos uma legislação que defina essas máquinas como objetos proibidos. Para que se configure a prática do jogo de azar, é preciso que você tenha a pessoa jogando. É necessário o flagrante para se configurar a infração. Devido a falta de uma legislação mais contundente é que não fizemos apreensões antes.
Comércio - O senhor afirma não ter segurança jurídica para agir. Baseado em que fez a operação de ontem?
Maury de Camargo - Acontece que nosso delegado-geral de polícia entendeu que, para a garantia da ordem pública, todas as máquinas deveriam ser lacradas. Elas ficam com o proprietário, mas não podem ser utilizadas. Foi uma saída estratégica. Não podíamos agir sem esse amparo. Se as máquinas foram recolhidas antes, ótimo. Teve o mesmo efeito se fossem apreendidas. O que a sociedade queria é que deixassem de operar.
Comércio - O que fará agora?
Maury de Camargo - Continuaremos atentos e contamos com denúncias para coibir o uso das máquinas, mas não acredito que elas voltem a operar. Acho que é o fim das caça-níqueis.
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