Quero registrar aqui toda a minha indignação com o descaso da diretoria do Franca Basquete para com sua torcida. Fui com minha família a um dos jogos contra o Paulistano. Passamos, no Póli, por momentos constrangedores. Para um jogo com mais de 6 mil pagantes, nunca poderia ter disponibilizado apenas duas bilheterias, atendidas por duas funcionárias com muita boa vontade, mas insuficientes para darem vazão à grande quantidade de torcedores que se acotovelavam em busca do ingresso. E isso acontecia diante dos olhos de policiais militares que assistiam a tudo impassíveis mesmo sendo eles responsáveis pela manutenção da ordem. O mínimo que se esperava de tais servidores públicos era que mantivessem a ordem na porta do ginásio, organizando fila, e não se portassem como meros espectadores. Acontecimentos como esses afastam o torcedor do ginásio, dando preferência a ouvir pelo rádio. Passar por maus momentos como esses é uma pena. O descaso da direção para com a organização externa do ginásio afasta mesmo o torcedor. Gostaria, por último, de sugerir uma pauta para os repórteres do Comércio: acompanhem, como torcedores comuns, o que ocorre em um grande jogo de basquete; toda a falta de preparo dos funcionários do Póli e o pouco-caso da Polícia Militar para com o torcedor.
Rogério Luís Goulart
é leitor do Comércio da Franca
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