Difusora agora de casa nova


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O diretor-responsável do Comércio e da Difusora, Corrêa Neves Júnior (de gravata), ladeado por Marcelo Valim, Wesley Valim, Alex Henrique e Vinícius Araújo (sentido horário), inauguraram a nova sede da Difus
O diretor-responsável do Comércio e da Difusora, Corrêa Neves Júnior (de gravata), ladeado por Marcelo Valim, Wesley Valim, Alex Henrique e Vinícius Araújo (sentido horário), inauguraram a nova sede da Difus
Eram 5h33 quando o locutor com a voz embargada entrou no ar. “Muito bom dia Franca. Bom dia região. A partir de agora, vocês vão conferir os principais fatos do setor policial. Começa o Balakobako (...). Com a programação da Difusora sendo gerada aqui, no Jardim Ângela Rosa, na Avenida Ângela Rosa Scarabucci”. Na verdade, é Avenida Elisa Verzola Gosuen. O erro tem explicação: o nervosismo. Observado atentamente por quase todos os seus companheiros - Marcelo Valim, Romero, Edson Arantes, Cíntia Flávia, Vinicius Araujo, Alex Henrique, Luiz Neto, Elcio Fernandes e outros que nem piscavam, o radialista Daniel Rodrigues inaugurou uma nova fase no rádio francano. Foi ele o responsável por comandar o primeiro programa da Difusora, ao vivo, da nova sede da empresa, momento acompanhado de perto pelo diretor artístico da emissora, Everton Lima, e pelo diretor-responsável da empresa, Corrêa Neves Júnior. Com equipamentos de última geração, a transmissão a partir da nova sede deve elevar a qualidade de som. Além disso, com mais espaço, melhor estrutura e novo ânimo, planos de expansão e novidades na programação da Difusora não estão descartados. “Estamos emocionados. Mais do que a mudança de sede, inauguramos, nesta quinta-feira, um jeito novo de trabalhar... Em pouco tempo, uniremos a agilidade do rádio com a profundidade da informação do jornal”, disse Corrêa Neves Júnior. A concretização da mudança não foi fácil. A princípio, a inauguração da nova sede estava prevista para acontecer no final da tarde de quarta-feira, mas um problema no link (a conexão entre os estúdios e a antena que transmite as ondas da rádio para toda a cidade) acabou adiando os planos. Só perto das 4 horas de ontem é que os técnicos deram o OK. Depois de muito trabalho, no final, só faltou um cabo que liga o monitor de um dos estúdios e ajuda os apresentadores a acompanharem o que os técnicos estão fazendo. Sandro Bonamin, responsável pela rede de computadores, quase levou uma bronca de Corrêa Júnior, mas ficou no quase. As olheiras que ele ostentava e o cabelo todo desgrenhado de quem trabalhou a madrugada inteira, fizeram Júnior desistir. “Tudo bem, pode entrar na minha sala do jornal e pegar o meu emprestado”, disse o diretor. Dois minutos depois, cabo conectado, vozes empostadas, microfones ligados e corações apertados: a hora da inauguração. “Hoje é 19 de abril de 2007 (...) Estamos hoje falando do novo estúdio da rádio Difusora. É uma nova era que começa no rádio francano”, disse Everton Lima, nas honrarias iniciais. Em seguida, Corrêa Neves Júnior assumiu o microfone. “Bom dia a todos os ouvintes. Queria agradecer a dedicação e o empenho de todos os profissionais que tornaram essa mudança possível. Agora é trabalhar cada vez mais para retribuir tudo o que Franca tem feito por nós”. Era o começo da realização de um sonho. “Trabalho com rádio há mais de 30 anos. Só fiz isso da minha vida. E nunca pensei que um dia pudesse trabalhar em um lugar assim, com tamanha estrutura e modernidade. Só em sonho mesmo”, disse Everton Lima. Em seguida, Júnior apertou o botão para disparar a nova vinheta de abertura da rádio, colocando no ar o primeiro programa transmitido ao vivo da nova sede: o Balakobako, comandado por Daniel Rodrigues. “Fiquei muito emocionado e nervoso. Foi uma grande responsabilidade abrir essa nova era. Mas estou feliz. Agora temos que trabalhar para fazer jus a este investimento”, disse o apresentador. Para os moradores do Jardim Ângela Rosa, esta quinta-feira foi uma pequena amostra do que deve acontecer com o bairro a partir de agora, não era nem 4 horas e o movimento nas ruas já era intenso. Tudo bem que alguns carros estacionados ao lado do prédio eram de funcionários que não devem chegar tão cedo nos dias normais, mas, quando o Comércio da Franca também mudar de endereço, o que deve acontecer em 30 dias, a vizinhança não será mais a mesma.

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