A Polícia Civil de Franca saiu às ruas, ontem, e fez um “rapa” em barracas e lojas que vendem CDs e DVDs piratas. Realizada simultaneamente em pontos diferentes da cidade, a operação culminou com a apreensão de 10 mil unidades. Outras varreduras serão realizadas em dias aleatórios e a próxima meta da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) é fechar as gravadoras clandestinas. Pelo menos três pontos de gravação já foram identificados.
A proliferação de discos piratas em Franca está causando prejuízo às lojas de som e locadoras de vídeo. Diante da forte concorrência com o mercado clandestino, as empresas oficiais estão sendo obrigadas a fechar suas portas ou derrubar os preços para segurar os clientes. Após receber uma denúncia da classe prejudicada, o delegado Wanir José da Silveira Júnior determinou que sua equipe intensifique os trabalhos para combater a pirataria.
A ação é desenvolvida em duas frentes distintas: enquanto um grupo recolhe os produtos clandestinos, outro tenta descobrir os locais onde os produtos são pirateados. Na tarde de ontem, os policiais estiveram em 13 pontos de vendas e apreenderam perto de 10 mil CDs. “Os materiais foram encaminhados à sede da DIG e serão submetidos à perícia para se comprovar a falsificação. Os proprietários responderão a inquérito por violação de direito autoral”.
Segundo o delegado Wanir, há situações em que vendedores de CDs piratas já foram condenados em Franca. Em caso de reincidência, poderão ser presos. Operações semelhantes à de ontem serão realizadas com freqüência, pois a cidade é tida como uma das campeãs no Estado quando o assunto é a venda de produtos falsificados. “Estamos com vários policiais levantando gravadoras clandestinas. Já temos vários endereços, onde, possivelmente, a falsificação é feita. Solicitaremos autorização para apreender os equipamentos na pirataria”, finalizou Wanir.
Em dezembro de 2005, a DIG estourou uma fábrica de CDs piratas e apreendeu cerca de 50 mil unidades, além de equipamentos eletrônicos e produtos usados na falsificação. A produção ilegal funcionava camuflada numa indústria, com passagem secreta nos fundos de uma residência no Jardim Luiza.
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