Para o comando da Santa Casa, as responsabilidades sobre a demora para a realização de eletivas são somente da Prefeitura. O diretor-clínico, Marcelo de Paula Lima, garante que o hospital tem cumprido seu papel para ajudar a minimizar o problema. "Temos assumido nossa obrigações e feito todas as cirurgias que temos capacidade. Somente em março, foram 520 operações", disse.
O montante liberado em dezembro, de R$ 1,2 milhão, foi obtido por meio da devolução de verba da Câmara (R$ 1 milhão) e de repasses do governo estadual (R$ 220 mil). Lima afirma que o hospital "não tem controle sobre isso" e que a manutenção desse dinheiro é de responsabilidade da Prefeitura. "Temos três linhas de cirurgias eletivas: são 200 por mês, previamente acordadas, as específicas do mutirão (varizes, próstata e catarata) do Estado, e as outras são pagas com recursos devolvidos pela Câmara. Em todas, temos correspondido e cumprido as metas determinadas", disse Lima.
No mês passado, o prefeito Sidnei Rocha e seu secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, culparam a Santa Casa pelo caos das eletivas, dizendo que tinham dinheiro em caixa para bancar as operações, e que o hospital é quem não as realizava. Agora, a Santa Casa afirma estar cumprindo com todas as metas, mas a fila continua infindável.
Informações de fontes ligadas à Secretaria de Saúde disseram que restariam pelo menos R$ 600 mil para a realização de eletivas, mas não houve confirmação oficial.
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