Chegando ao fim do Campeonato Paulista da Série A-3 e tentando se livrar do arrocho financeiro, a Francana não tem idéia exata de quando receberá do seu maior patrocinador, a Prefeitura. O governo municipal ficou de repassar R$ 20 mil mensais, mas nenhuma parcela chegou ao clube. Até agora, o valor total aguardado é de R$ 80 mil, quantia referente ao patrocínio desde o mês de janeiro. O contrato de parceria tem a duração de um ano.
O convênio será celebrado entre Prefeitura e Liga Francana Amadora de Futebol, que por sua vez destinará os recursos ao clube. A Veterana tem seu CNPJ bloqueado devido às dívidas estimadas em R$ 3 milhões e não pode firmar parcerias com emissão de notas.
O Unimed/Franca também não recebeu as parcelas do apoio com a Prefeitura desde janeiro. O clube combinou um patrocínio de R$ 30 mil mensais. No basquete, esse desfalque financeiro tem sido contornado. É a Francana quem mais tem sofrido para fechar suas contas. De acordo com o presidente José Servino Braga, os balanços preliminares do clube indicam um déficit de R$ 80 mil até o fim da Série A-3.
Na busca por alternativas, nesta semana a Veterana decidiu fazer uma rifa de 100 números, no valor de R$ 500 cada um, para arrecadar dinheiro e “fechar” a folha de pagamento do mês de abril. Um carro de luxo, um Fiat Marea, ano 1998, será o prêmio, que corre no dia 12 de maio pela loteria federal. O veículo foi doado por um empresário-torcedor.
Segundo o presidente, o roubo de pouco mais de R$ 43 mil cometido na sede do clube em fevereiro complicou as contas. “Como tomamos dinheiro emprestado naquela época, não temos como arrumar mais agora”, comentou Braga.
Os recursos que entram no caixa do clube são R$ 13 mil da comercialização de placas no estádio. Fora isso, há apoios para a manutenção da casa do atleta e de alguns empresários.
Com o fim do Paulista da A-3 neste domingo, Braga informou que deverá terminar o contrato com todos os jogadores, mas não terá como pagá-los. O futuro do time também depende da partida contra o Monte Azul, no domingo. A Francana precisa vencer para não cair para a Segunda Divisão. Se empatar ou perder, dependerá de combinação de resultados dos jogos de ECO e Primavera.
MOTIVO DO ATRASO
A não liberação da verba da Prefeitura para a Francana e o Unimed/Franca aconteceu por motivos burocráticos. A lei 6772, de fevereiro, aprovando a parceria entre a administração municipal e os clubes, foi aprovada pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Mas foi preciso enviar nova lei, já aprovada, à Câmara regularizando seis artigos da norma. Isso para não haver problemas na prestação de contas dos times. Esses trâmites atrasaram a liberação do dinheiro. Agora falta a publicação de um edital para terminar o processo. A partir daí haverá ainda prazo de 45 dias até o pagamento da primeira parcela.
“Está tudo na fase de conclusão e até maio isso estará certo. Os dois times receberão o que tiver para trás, sem prejuízo”, afirmou o diretor da Fundação Esporte, Arte e Cultura, Humberto Mazza. A Feac é uma autarquia municipal e é a responsável pelo processo.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.