A Polícia Civil de Franca ocupou a cadeia do Jardim Guanabara, ontem, e fez uma varredura nas 28 celas. Os presos foram colocados apenas de cuecas no pátio enquanto os policiais faziam a revista. Foram apreendidos telefones celulares, carregadores, drogas, armas brancas e materiais usados em tentativas de fuga.
A operação foi uma resposta à ação de terça-feira, quando seis detentos conseguiram escapar. Apenas um dos fugitivos continua nas ruas. A polícia permanece de prontidão até o fim de semana e promete reagir com força a qualquer tentativa de tumulto no presídio.
A batida começou no horário do almoço e durou quatro horas. Cerca de 60 policiais de todas as delegacias de Franca e de cidades pertencentes à Delegacia Seccional local participaram das buscas. Enquanto grupos de quatro homens faziam a revista nas celas, outra equipe permanecia no pátio dando cobertura e fazendo a conferência. No alto da muralha, dois policiais armados com metralhadoras garantiam a segurança. O pente-fino transcorreu sem problemas e não foi preciso efetuar disparos ou soltar bombas de efeito moral.
Ao término dos trabalhos, foram apreendidos 20 telefones celulares, igual número de carregadores, chips, cartões telefônicos, porções de maconha, lima usada para serrar grades, maricas para o consumo de crack, tesouras, facas, balança artesanal para pesar droga, ganchos e mosquetões para rapel, facas artesanais e um pincel para fazer tatuagem. “O resultado ficou dentro de nossas expectativas. Sempre que houver necessidade, entraremos na cadeia para colocar as coisas em ordem. Não aceitamos conversa com os presos e fazemos o nosso trabalho da maneira que deve ser feito”, comentou o delegado Wanir José da Silveira Júnior, comandante do GOE (Grupo de Operações Especiais).
Os policiais civis receberam orientação para manter a atenção redobrada e monitorar a cadeia de perto até o fim de semana. Um plano de chamada urgente foi montado para que todos possam estar reunidos o mais rápido possível caso a situação no presídio fuja da normalidade. “Temos pessoal e equipamentos apropriados para conter qualquer tipo de rebelião. Estamos prontos para enfrentar o crime organizado de frente, seja fora ou dentro da cadeia. Se houver necessidade, usaremos de toda a força, se for o caso, até letal”, finalizou Wanir.
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