Cesta básica fica mais barata: queda é de R$ 9,60 em 30 dias


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A dona de casa Maria das Graças Soares fez compras ontem e sentiu diferença no preço da carne
A dona de casa Maria das Graças Soares fez compras ontem e sentiu diferença no preço da carne
A cesta básica está mais barata. A informação é do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef (Centro Universitário de Franca), que pesquisou o preço de 13 itens que compõem o consumo básico de uma família de quatro pessoas em 18 supermercados de Franca. Os valores foram colhidos no dia 15 de abril e apontam uma queda de R$ 9,64 em comparação ao mês passado. Em março, para comprar a cesta de produtos, o consumidor precisou desembolsar R$ 153,78. Já em abril, R$ 144,14. Dos 13 itens pesquisados, sete tiveram queda nos preços, três se mantiveram estáveis e três subiram. O tomate, que em fevereiro foi o vilão da cesta básica, registrando alta e chegou a custar R$ 3,80 o quilo, agora foi o produto cujo valor mais caiu. A banana e o óleo de soja também tiveram redução. Geovane Dominici, gerente operacional da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo) de Franca, explicou que o preço do tomate, na realidade, voltou ao normal. "Em dezembro e janeiro, choveu muito, o que prejudicou a qualidade do produto que, conseqüentemente, ficou mais caro em fevereiro e março", explica. A partir de agora, Geovane disse que a tendência é que os preços, não só do tomate, como de outros horti-frutis, continuem caindo. Na terça-feira, a comerciante Vera Martins estava fazendo compras para abastecer a despensa. Ela disse que já sentiu a diferença no preço de alguns produtos. "O coxão mole, que no mês passado custava R$ 6,80 o quilo, está hoje em R$ 5,85. Espero encontrar essa baixa em outros produtos", disse. EM ALTA Na contramão da redução, produtos como a batata, o feijão e a manteiga tiveram alta. A batata mais que dobrou de preço, subiu 113%. A justificativa para o aumento, segundo Geovane Dominici, fica por conta do período da Quaresma e Semana Santa. "O consumo da batata, a partir de fevereiro, cresceu e, conseqüentemente, os produtores aproveitaram para reajustar os preços. Mas já estão caindo de novo".

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