O que resta...


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Quando os ideais falecem e são sepultados nas covas rasas do mais evidente descaso, o que resta ao idealista nesta vida? Será que apenas resta o ensejo de assistir aos funerais e ouvir o lamentoso réquiem do triste final? Ou resta também a chance de presenciar o cortejo desagradável dos que lutam pela posse dos despojos? Quando os ideais falecem e são sepultados nas covas rasas do mais evidente descaso, o que resta ao idealista nesta vida? Será que apenas resta o ensejo de assistir aos funerais e ouvir o lamentoso réquiem do triste final? Ou resta também a chance de presenciar o cortejo desagradável dos que lutam pela posse dos despojos? É muito triste imaginar o que resta neste mundo, se visto pelo ângulo das coisas palpáveis do dia-a-dia. Resta talvez, por esse aspecto, os rostinhos súplices das crianças que, maltrapilhas, ainda perambulam com inocente esperança. Resta quem sabe a espuma enegrecida pelo óleo e detritos do mar que, indiferente, bate nos rochedos. Resta o verde imóvel e aterrorizado das poucas matas que aguardam silenciosas o fim que se aproxima. Resta o formigar desumano, desconexo e dantesco dos grandes aglomerados humanos, as caóticas megalópoles que espremidas agarram-se à sobrevivência a todo custo, pura e simplesmente. Chega um momento que me assusto tentando decidir afinal, o que é o certo neste mundo perdido. Temos hoje um marketing formando pessoas individualistas, pregando o `se dar bem` a qualquer preço. O dinheiro tornou-se mais importante que a sensatez, a prudência, a responsabilidade e a justiça. As graves desigualdades sociais são encaradas como normais e, por vezes, chego a ouvir que são males necessários. Vejo a morte de milhares de pessoas de bem, e outras tantas mantidas em cativeiros, e roubadas em seu direito de liberdade. Juízes, desembargadores, delegados e procuradores da República envolvidos na exploração de jogos ilegais, principalmente bingos e caça-níqueis. Advogados em conluio com marginais ou com comportamento nada exemplar, tudo `dentro da lei`. Hoje em dia basta ter dinheiro ou um amigo no poder para que as conseqüências por atos atrozes sejam perdoadas e esquecidas. Observo adolescentes que não sabem escrever uma palavra corretamente e, menos ainda, conseguem construir uma frase ou uma idéia. Os doentes estão morrendo em filas de hospitais públicos e outros tantos, mal atendidos por certos médicos incompetentes, em hospitais e clínicas particulares. O pior: políticos de assembléias, câmaras e senados, mais preocupados com aumento de salários, benefícios e privilégios, tomando o lugar da policia com inúmeras formações de CPI`s com o único objetivo de livrar a cara daquele que se comportou sem o menor decoro com o povo que representa. Tenho à frente de meus olhos, a prova de que estamos à deriva. Enquanto isso mostramos o quê aos nossos filhos? O que devemos ensinar a eles? O que devemos esperar desse mundo? Resta, quem sabe, esperar pelo fim, pelo estrondo colossal que estourará de imediato os tímpanos e a seguir derreterá os corpos e com eles pulverizará todos os monumentos materiais da miséria humana. AVISO AOS LADRÕES Os comerciantes francanos Alírio Carriço e Silvio Leite já pensam em fechar o estabelecimento comercial que têm na Rua General Osório, no bairro Estação, por causa dos ladrões. Várias vezes foram furtados, registraram queixa na polícia e, nada. Resolveram partir agora para uma última e inédita tentativa. Mandaram confeccionar uma faixa e prometem afixá-la nos próximos dias em frente à loja, com os seguintes dizeres: “Senhor ladrão: solicito que após furtar-me de novo, ofereça os produtos surrupiados de minha loja a mim mesmo, por favor! Comprar de novo no mercado legal custa muito caro e sei que o senhor vende baratinho. Prometo sigilo absoluto, pois não quero ser preso por receptação de produto furtado. Certo de sua compreensão aguardo. Tratar aqui. Obs.: Favor não roubar a faixa”. TALENTO FRANCANO Franca tem talentos de sobra, isso está provado. Muitos, como Gian e Giovani, Rio Negro e Solimões, fazendo sucesso em todo o Brasil. O carteiro e compositor Antônio Domiciano é autor de dezenas de composições conhecidas, entre elas "Massa Falida". Francisco Heitor, o "Baixinho", surge como nova promessa. Fã de Rio Negro e Solimões, Heitor fez inúmeras composições seguindo a trilha dessa dupla. Enquanto o sucesso não chega, "Baixinho", que é hábil no manejo de um violão e também sabe cantar, encanta seus amigos com suas inéditas composições, entre elas "O Rio Sapucaí". QUANTo MAIS, MELHOR Cada um de nós que acredita que as indústrias farmacêuticas se preocupam em melhorar a qualidade de vida e, no mínimo, se dedicam ao benefício dos indivíduos, deveria prestar mais atenção às últimas estatísticas referentes à saúde. Enquanto a pesquisa ligada à saúde aumenta em 10 bilhões de dólares por ano, nada desse montante se aplica aos estudos das doenças que afligem os povos mais pobres e necessitados. É hipocrisia acreditar que os remédios necessários para nosso equilíbrio orgânico existam para conduzir à cura. Está cada vez mais claro que em nossas mãos estão os segredos de manutenção de saúde, tão desestimulados hoje em dia pelos que “brigam” pelo aumento de incidência de doenças. Quantas mais, melhor. FIDELIDADE MASCULINA A esposa passou a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou ao marido que havia dormido na casa da melhor amiga. O marido então telefonou para dez das suas melhores amigas. Nenhuma delas confirmou a versão. O marido, então, passou a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou à mulher que havia dormido na casa do seu melhor amigo. A esposa, daí, ligou para dez dos melhores amigos do marido. Sete deles confirmaram a versão. Os três restantes, além de garantirem que ele ainda estava lá dormindo, preferiram "não acordá-lo".

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