Crime eleitoral ameaça mandato de Engler


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Duarte Nogueira entrega chave de casa popular para pedregulhense, observado por Roberto Engler: MP pode processar os dois deputados
Duarte Nogueira entrega chave de casa popular para pedregulhense, observado por Roberto Engler: MP pode processar os dois deputados
O deputado estadual Roberto Engler (PSDB) pode perder o mandato. O MP (Ministério Público) de Pedregulho instaurou inquérito para apurar suposto crime eleitoral do tucano, que participou do sorteio de casas populares naquela cidade em 14 de junho, quando já estava em campanha para a Assembléia Legislativa, o que, segundo a lei eleitoral brasileira, não é permitido. Se comprovada a acusação, à uma das punições possíveis é a perda do mandato.O deputado federal ribeirão-pretano Duarte Nogueira, também do PSDB, está citado na mesma investigação e também pode perder o mandato. O promotor de Justiça de Pedregulho, Alex Facciolo, instaurou o procedimento a partir da representação de um morador da cidade. Percebendo a possibilidade de irregularidades, requisitou investigação à Delegacia Seccional de Franca, já que a unidade policial local não tem alçada para investigar autoridades. “Determinei a apuração para ver se houve o crime eleitoral. Agora, aguardo a chegada deste inquérito”, disse Facciolo. A decisão de processar Engler e Nogueira, porém, não caberá a ele, já que os deputados têm foro privilegiado devido ao cargo que ocupam. “Não tenho competência legal para isso. Vou encaminhar o inquérito para a Procuradoria Estadual Eleitoral, que fará essa análise”, disse o promotor. Pelo mesmo motivo, um eventual julgamento só poderá ser realizado no TRF (Tribunal Regional Federal). A Seccional de Franca ouviu testemunhas do caso e esteve em Pedregulho para tomar o depoimento do prefeito Dirceu Pólo (PSDB), que participou do sorteio das moradias. “O inquérito já está concluído em sua fase policial. Agora, será encaminhado para o promotor até amanhã (hoje)”, disse o delegado Sidnei Martins de Oliveira, designado para a investigação. O policial, porém, não quis revelar detalhes do caso, justamente pelo fato de as suspeitas recaírem sobre duas autoridades. “Não posso falar, porque envolve relação eleitoral, foro especial. O promotor interpretou como crime eleitoral, já eu não posso opinar sobre isso”. ‘NÃO ERREI’ Engler disse, ontem, que “nem se lembra direito” do evento em Pedregulho, mas que está absolutamente tranqüilo em relação à denúncia do MP. “Faz algum tempo já, não estou sequer lembrado disso. Mas não estou impedido por lei alguma de participar de um evento desses, pois estava no legítimo exercício da função. Eu não estava lá como candidato a deputado, mas sim como deputado estadual”. Engler disse, porém, que pode ter sido mal-interpretado durante a cerimônia ao mencionar o nome de Nogueira. “O máximo que teria feito, brincando, seria pedir para votar no Nogueirinha. Até porque tenho o péssimo costume de não pedir votos para ninguém”, disse o tucano. Nogueira não foi encontrado em seu telefone celular para comentar a denúncia do MP.

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