Calçadistas discutem o futuro


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Seria risível, se não fosse preocupante. Enquanto nossos calçadistas investiam em ranchos, fazendas, imóveis, carros caros, super- lanchas etc., os japoneses ensinavam os chineses a fazerem calçados com a tecnologia e qualidade "made in Japan" apenas para atender o mercado japonês. Deu certo. Os chineses ficaram tão bons que tomaram quase todos os clientes que eram de Franca, pois aliaram preço baixo com qualidade. Vale ressaltar que o "made in China" enviado para o Brasil não é o mesmo "made in China" exportado para Tóquio ou Nova York. Se eles mandarem para o Brasil o que exportam para o Japão ou Estados Unidos, repetirão aqui o que fizeram lá com a GM, a Chrysler e com a Dodge no ramo automobilístico: não gosto nem de pensar, mas sei que, em alguns casos, já está acontecendo. Pelo que vejo, apenas uma dúzia de empresas ou menos terá como lutar, exatamente aquelas que investiram em equipamento e pessoal qualificado. Quem não o fez, não adianta discutir o futuro. Jurandir Honda é leitor do Comércio da Franca

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