O sitiante aposentado Antônio dos Reis, 70, conhecia um dos ladrões que invadiram sua propriedade para roubar. Por isso, foi executado com um tiro na testa. O latrocínio aconteceu na Sexta-Feira Santa e teve a participação de três pessoas. Após o crime, os autores foram se divertir com o dinheiro da vítima em chácaras de prostituição. O assassino chegou a soltar bombinhas horas depois. O roubo seguido de morte foi esclarecido ontem pela equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e os acusados já estão presos.
Antônio dos Reis era viúvo e morava sozinho no Sítio Santo Ignácio de Loyola, localizado no Km 4 da Rodovia Tancredo Neves, que liga Franca a Claraval (MG). No feriado de Páscoa, o filho chegou ao local para passar o dia com ele. Encontrou a porta arrombada. Entrou e viu o pai caído perto da cama de casal, em meio a uma poça de sangue. Eram 10h30. O interior da casa estava todo revirado, evidenciando que os invasores procuravam algo.
Na manhã anterior, a vítima havia recebido o pagamento referente a duas aposentadorias. O dinheiro foi levado pelos assaltantes. A equipe de homicídios da DIG começou a apurar o crime no mesmo dia e a linha de investigação apontava para a participação de alguma pessoa próxima. “Quando ocorrem assaltos na zona rural, raramente a vítima é morta. Principalmente nesse caso em que o sitiante tinha 70 anos e não ofereceria o menor risco. Passamos a trabalhar com a hipótese de que o autor seria conhecido e morador das proximidades”, comentou o delegado Márcio Garcia Murari.
[FOTO2]
Os investigadores Régis, Nílson, Dênis e Amato fecharam o cerco na vizinhança em busca de pistas e testemunhas. Descobriram que o desocupado Martinho Ribeiro Neto, o “Tim”, 25, não havia dormido em casa na noite do crime. Também ficaram sabendo que ele retornou na manhã seguinte, queimou algumas peças de roupas e soltou bombinhas do tipo “São João” na frente de familiares e amigos. Segundo a polícia, sua intenção era construir um álibi. “Ele foi o autor do disparo fatal. Por isso, soltou bombas diante de testemunhas para ficar com resquícios de pólvora na mão e ter uma desculpa caso fosse submetido ao exame residuográfico (que indica se a pessoa disparou arma de fogo)”.
Com base nos indícios, os investigadores ligaram “Tim” ao crime e descobriram que ele havia invadido o sítio acompanhado de Maikon Alex de Paula, 19, e de um adolescente de 17 anos. Os três criminosos moravam em chácaras próximas e conheciam a rotina da vítima. “Na madrugada de hoje (ontem), entramos na chácara em que se escondiam e efetuamos a prisão. Eles estavam juntos e não tiveram como tentar escapar”, contou Régis.
“Tim” afirmou que matou pois havia sido reconhecido pelo sitiante. Após o assassinato, foram se divertir em uma “chacrinha” na saída para São José da Bela Vista. Esticaram a noitada em um bar freqüentado por prostitutas na região da Estação e torraram todo o dinheiro com mulheres, bebidas e cigarros.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.