Os acusados moram em chácaras situadas no Parque dos Ipês, na região do Paiolzinho. “Tim” era vizinho do sitiante Antônio dos Reis e o conhecia há nove anos. Sabia que ele morava sozinho, recebia duas aposentadorias e ainda tinha outra pequena renda com a venda de leite.
Antes de cometerem o crime, os três amigos se reuniram em um bar para traçar o plano e beberam cervejas. Às 23 horas de quinta-feira, tomaram coragem e invadiram o sítio de arma em punho. “Ninguém ia fazer o que fez. Nóis só queria a televisão, mas ele reconheceu eu e Maikon (sic). Pus ele sentado para conversar. Perguntei o nome que tinha falado. Ao ver que era o meu, dei um tiro na testa dele”, contou “Tim”.
Na seqüência, os criminosos reviraram os bolsos e a casa da vítima em busca de dinheiro. Encontraram R$ 1,8 mil e dividiram em partes iguais. “Depois, nóis foi (sic) andar na cidade. Gastamos o dinheiro em duas chacrinhas e bares. Tomamos bastante cerveja, mas não ficamos com mulheres”.
Após a festança, o trio voltou para a chácara e acreditava ter cometido o crime perfeito. “Tim”, que já esteve preso por furto, disse ter se arrependido. “Desde o dia, não durmo”. O delegado Márcio Murari não se sensibilizou com as palavras do acusado. “Hoje, eles se dizem arrependidos, mas foram muito frios ao cometerem o crime. Após matar e roubar a vítima, foram se divertir em casas de prostituição da cidade e gastaram todo o dinheiro”.
Ainda na tarde de ontem, os três criminosos voltaram ao sítio para fazer a reconstituição do crime. Durante a encenação, os policiais da DIG encontraram o revólver calibre 38 usado no roubo seguido de morte. A arma estava enterrada em uma chácara vizinha.
No começo da noite, a Justiça decretou a prisão preventiva dos três acusados. O menor está em uma cela especial da cadeia do Jardim Guanabara. Dos três, apenas o autor do disparo tinha passagem anterior pela polícia.
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