Vereadores batem boca e animam sessão da Câmara


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Marcelo Valim (PSDB, à dir) e Gilson Pelizaro (PT) durante a sessão de ontem: barracos
Marcelo Valim (PSDB, à dir) e Gilson Pelizaro (PT) durante a sessão de ontem: barracos
Em uma sessão de pautas pouco polêmicas, a agitação ficou para o uso da tribuna, logo no ínicio dos trabalhos. Os vereadores Jepy Pereira (PSDB) e Gilson Pelizaro (PT), respectivamente, líderes governista e da oposição, protagonizaram um bate-boca que monopolizou todas as atenções. Tudo começou no discurso de Jepy, que se dizia indignado com o fato de Pelizaro ter acusado funcionários da Casa de terem apagado da fita da sessão passada trechos em que o tucano atacava a gestão passada, do também petista Gilmar Dominici. "Não sou de meias-palavras, reitero tudo o que falei", disse, com vários jornais em mãos relatando denúncias do Ministério Público contra Dominici e seus assessores. "Tanta acusação, tanta denúncia, só leva a crer que o caixa da Prefeitura foi roubado sim". Pelizaro, que até então não havia se manifestado, pediu um aparte. Jepy retrucou: "Vou conceder o aparte, mas quando vossa excelência fala eu não fico interrompendo". Com o clima em ebulição, Vallim, que substituía Joaquim Ribeiro (PSB) na presidência da Mesa Diretora, agiu e pediu que Jepy concluísse sua fala. "Com todo respeito, presidente, mas como cedi tempo ao vereador Pelizaro devo ter mais um minuto", disse Jepy. "Não senhor, o tempo acabou", retrucou Vallim. Enquanto o tucano deixava a tribuna resmungando, com a cabeça mais fria os vereadores discutiram a pauta do dia. O projeto mais relevante foi o que criou a Comissão Permanente de Segurança, cujos membros deverão opinar em todas as implementações ou problemas em torno do tema. Os quatro projetos de autoria do Executivo, que tratavam de verbas para uma creche, desapropriação de duas áreas e autorização para fechar convênios bancários para financiar asfalto, foram aprovados sem grandes controvérsias.

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