Uma forma do governo tentar amenizar a fome e a miséria de famílias como a de Edimara é o programa Bolsa Família, que concede um auxílio mensal entre R$ 15 e R$ 95. Por não cumprir os requisitos do programa, ela teve o cartão bloqueado por não atualizar o endereço, mas já regularizou a situação.
Assim como a de Edimara, outras 531 famílias cadastradas no programa em Franca foram bloqueadas por não cumprirem as condicionalidades de educação e saúde.
Para não perder o benefício, os pais não podem deixar os filhos estudantes faltarem mais de quatro vezes na escola e a mãe deve fazer o acompanhamento da criança nas UBSs (Unidade Básica de Saúde), como, por exemplo, vacinar o filho regularmente. Além disso, os responsáveis devem manter o cadastro atualizado. As Secretarias da Educação e da Saúde fazem os relatórios de freqüência e enviam ao governo federal.
Atualmente são 11.365 famílias cadastradas na secretaria e 7.153 recebendo o benefício. A condição para obter o benefício é ter renda per capita de até R$ 120 mensais. O valor é classificado como abaixo da linha da pobreza, segundo o Ministério do Desenvolvimento Econômico e Combate à Fome.
Os cartões cancelados poderão ser reativados mediante a presença do beneficiário no Cadastro Único, na secretaria de Desenvolvimento Humano e Ação Social, na Avenida Champagnat, 1808, para atualização dos dados e análise do governo federal.
Judith da Silva, 56, recebe aposentadoria por invalidez e mais R$ 65 pelo seu filho mais novo, de 17 anos, que freqüentava a sexta série. O dinheiro ajudava a pagar a conta de água e luz.
Como ele começou a trabalhar para aumentar a renda da família e abandonou os estudos, o cartão do programa foi cancelado. “É um dinheiro que vai fazer muita falta, mesmo com meu filho trabalhando”.
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