Lutando pela sobrevivência


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Vinícius, de 6 anos, ao lado do irmão Murilo, de 4. Mesmo dois anos mais velho, Vinícius é bem  menor
Vinícius, de 6 anos, ao lado do irmão Murilo, de 4. Mesmo dois anos mais velho, Vinícius é bem menor
Desempregada, com cinco filhos, prestes a ser despejada da casa em que mora no Jardim Esmeralda e sobrevivendo apenas com um salário mínimo que o marido ganha como auxiliar de pesponto. Esse é o drama enfrentado pela família de Edimara Malta Pereira, que conta que não consegue dar alimentação correta aos filhos. “De manhã, eu tenho que repartir a mamadeira, porque não tem leite para todo mundo. A comida é feita numa lata, com lenha, pois o gás é muito caro. Dificilmente a gente come carne”, afirma ela, com lágrimas nos olhos. Além dos problemas com moradia e alimentação, Edimara sofre por não poder pagar um médico especialista para tratar seu filho Robert Vinícius. Ele tem 6 anos, mede aproximadamente 1,04 metro e pesa apenas 14,2 quilos. Vinícius, como é chamado pela família, usa roupas de meninos de dois anos, calça 21 e é menor que todos os outros irmãos. Ele não se desenvolveu e, desde os 3 anos de idade, mantém praticamente o mesmo peso. Para Murilo, o caçula de 4 anos que tem 1,14 metro e 28 quilos, a altura de seu irmão é motivo de “piada”. “Ele é muito baixinho”, brinca a criança. Edimara conta que Vinícius nasceu com 2,9 quilos e mamou no peito até os seis meses. Depois que seu filho ficou internado durante três meses, quando tinha menos de 1 ano, por pneumonia, ele não conseguiu mais recuperar peso e não se desenvolveu. De acordo com a mãe, nem o uso freqüente da multimistura, farinha enriquecida com nutrientes, serviu para o garoto engordar. “Quando Vinícius tinha uns 3 anos, levei ao médico e ele falou que, como eu e meu marido éramos pequenos e magros, que Vinícius não tinha problema. Ele só tinha ficado com o mesmo físico que a gente”. A partir de então, apenas na semana passada Edimara levou Vinícius novamente à UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila São Sebastião e a médica que o atendeu pediu exames de sangue, fezes e idade óssea. A mãe ainda não foi ao retorno para ver a melhor forma de tratamento para seu filho. A médica não foi encontrada para dar mais detalhes sobre o caso. Edimara conta que gostaria muito de realizar dois sonhos: arrumar um emprego e um tratamento especializado para Vinícius. “Eu queria trabalhar como qualquer coisa, já fui doméstica. Mas quando deixo meu currículo em empresa ninguém me contrata, porque tenho muitos filhos e fica caro para pagar os benefícios”. A casa na qual moram Edimara, o marido, os cinco filhos e a mãe de Edimara é emprestada e terá que ser devolvida em breve. A única lâmpada que ilumina a casa recebe energia da vizinha. A água foi reativada há uma semana. O leite usado na alimentação dos filhos é comprado com dinheiro arrecadado da venda de garrafas plásticas. O cardápio é o mesmo no almoço e na janta: arroz, feijão e verduras doadas por vizinhos. Com lágrimas nos olhos, a mãe lamenta não poder alimentar seus filhos e dar uma vida digna a eles. “Eu sei que eles precisam de café da manhã, almoço, lanche e jantar. Principalmente o Vinícius, mas eu não tenho condições nem de comprar frutas para eles”. Os interessados em ajudar Edimara podem visitá-la na sua casa, na rua Geraldino Augusto Machado, 300, Jardim Esmeralda. Ou entrar em contato com a vizinha Márcia, pelo telefone (16) 3721-0468.

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